sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Novos ares: Botafogo volta ao Ato Trabalhista!

A nova administração do Botafogo não precisou nem de 1 mes para ganhar de volta a credibilidade perdida durante a gestão anterior.

Carlos Eduardo Pereira ja esta mostrando a que veio.

Mas não podemos esmorecer.

Os desafios são enormes.

Porem com pessoas competentes, honestas e que amam o Botafogo não tenho duvidas de que tempos melhores virão.

E o nosso blog comemora.

Pelo fato de ter apoiado a melhor opcão entre os candidatos.

Porque tudo que queremos e ver o nosso Clube de volto ao topo.

Parabéns Presidente!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Não há mais jogadores como antigamente

Houve um tempo em que se jogava por amor a um clube, e não ao dinheiro.

Nilton Santos, em toda a sua vida, vestiu apenas a camisa do Botafogo e da seleção brasileira, e só teve dinheiro para comprar seu primeiro carro no auge de sua carreira, após vencer as Copas do Mundo de 1958 e 1962.

Um craque de verdade e uma pessoa íntegra, que jamais faria qualquer coisa contra o clube que sempre amou.

Infelizmente, tudo mudou.

Além de não existirem mais craques como antigamente, hoje em dia qualquer perna de pau está ganhando 200mil por mês. A nova geração de jogadores muda de clube como muda de roupa e, em vez de construir vínculos afetivos, cria apenas mais e mais amor ao dinheiro. 

Apesar disso, beijam nossos escudos e fazem juras de amor eterno. 

E nós acreditamos.

Gabriel, cria do Botafogo, me enganou com suas lágrimas na partida contra o Santos que nos rebaixou para a série B. Dizia-se apaixonado pelo clube e chegou a afirmar que nos ajudaria a voltar à elite.

Ontem, ficamos sabendo da bomba: entrou na justiça contra o Botafogo pelos meses de salários atrasados e vai para o Cruzeiro.

O que eu chamaria de falta de caráter.

Amor ao Botafogo é uma ova. Esse mercenário nos deixou na primeira oportunidade que surgiu e ainda decidiu nos prejudicar financeiramente, uma vez que não receberemos nada pela sua transferência.

Eu sei que ele estava com vários meses de salário atrasado, mas poderia ter saído como tantos outros, ao invés de ter acionado a justiça contra o nosso clube.

Além disso, ninguém nunca pediu que ele fizesse juras de amor. Ele fez porque quis! 

Nunca foi um jogador de altíssimo nível, apenas de razoável a bom. E que a maldição alvinegra caia sobre ele...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Tchau, Mancini!

A incompetência tem nome: Vagner Mancini.

Rebaixado pela quarta vez no Campeonato Brasileiro, tendo sido o único treinador a cair para a série B permanecendo durante todo o campeonato (e por duas vezes!), não dá pra dizer que Mancini não teve uma parcela de culpa.

Mesmo com todos os problemas que tivemos este ano, nada justifica o fato de termos feito apenas 11 pontos no segundo turno.

Que tínhamos um elenco medíocre, ninguém duvida. Mas nosso time certamente não era pior do que outros que conseguiram escapar, como Chapecoense, Palmeiras e Coritiba.

A Chapecoense, grande favorita a lanterna no início do Brasileirão, conseguiu somar nove pontos a mais do que nós em sua primeira participação na série A.

Agora sabemos que nossas restrições orçamentárias limitam os técnicos que podemos conseguir, mas tenho certeza de que conseguiremos alguém melhor do que Mancini.


domingo, 7 de dezembro de 2014

‘A história do Botafogo não se rebaixa’

São 110 anos de uma gloriosa história.

Gerações e gerações que aprenderam a amar o time da Estrela Solitária.


Defendendo um escudo tão simples e imponente, um desfilar de craques de fino trato com a bola, de paixão pela rede, de inesquecíveis emoções.


Quantos deles, com a Amarelinha, encantaram não só os alvinegros, mas o país e o mundo. 


Quanta felicidade proporcionaram! Quantas plateias surpreenderam!


Como esquecer a categoria de Nilton Santos, aquele que sabia tanto de bola, que era chamado de Enciclopédia do Futebol. 

E de Garrincha, o Mané, Alegria do Povo, que imortalizou a camisa 7 do clube, levando à loucura os Joões mundo afora e trazendo o caneco do Bi em 1962, depois de a Seleção ficar sem Pelé, tão bem substituído pelo Possesso Amarildo. 


Didi, monstro sagrado do meio-campo, deus no gramado. 


Zagallo, formiguinha de futebol incansável. 


Gerson, Canhotinha de Ouro, jardas e jardas em lançamentos de precisão milimétrica. 


Jairzinho, o Furacão da Copa, gols em todos os jogos na inesquecível conquista do Tri em 1970.

O arrojo de Manga, a simplicidade de Wagner, a frieza de Jefferson, o talento de Carlos Alberto Torres, o fôlego de Josimar, a valentia de Brito, a segurança de Mauro Galvão, a qualidade de Leônidas, a classe de Rildo, a bomba de Marinho Chagas, o faro de gol de Paulinho Valentim, a falsa lentidão de Fischer, a fixação pela rede de Quarentinha, a redenção de Maurício. 


Quantos craques!

A corajosa rebeldia do cabeludo e barbudo Afonsinho, a insanidade de Heleno de Freitas, a lucidez de Seedorf, a habilidade desconcertante de Paulo Cezar Caju, a dedicação de Donizete, a irreverência de Túlio Maravilha e Loco Abreu, o trabalho incansável de Dirceu, o fôlego de Alemão, a precisão de Mendonça, a elegância de Nilson Dias.

O Botafogo trilhou seu glorioso caminho nos passos de jogadores espetaculares, gênios da bola. 


Se hoje a Estrela Solitária não brilha com tanta intensidade, se está ofuscada por nuvens densas e decisões obscuras de dirigentes, novos dias de céu aberto virão. 


A camisa preta e branca deve ser sempre vestida com muito orgulho. 


Afinal, se a Série B emudece, a história do clube grita. 


E a história não se rebaixa!

‘O clube jamais se perderá na poeira do tempo. A crise atual passará’

O torcedor do Botafogo sempre foi conhecido como ‘sofredor’ por causa de expectativas frustradas. 


Teve período glorioso nos anos 60, quando times poderosos liquidavam adversários. 


Após mais de duas décadas sem títulos e da venda da sede de General Severiano, houve quem desse como certo o fim do clube como instituição de primeira.

Mas o Botafogo sobreviveu a tudo e teve década vitoriosa nos anos 90. 


No século 21, a coisa piorou, mesmo com os três títulos cariocas. 


Mas, pela sua grande e apaixonada torcida, o clube jamais se perderá na poeira do tempo e personagens recentes como Loco Abreu, Seedorf e Jefferson seguram a mística incomparável, semeada a partir do grande Heleno de Freitas.

Por isso, o botafoguense é um alucinado pelo clube, não importam resultados e obstáculos. 


A crise atual passará porque há mutirão a favor. 


Como dizia o saudoso teatrólogo Sérgio Rangel: 


“O jogo em si e o papo sobre o futebol em si não me interessam. O Botafogo está acima de tudo.”

Marcio Guedes, Colunista do O DIA

domingo, 30 de novembro de 2014

Caímos... E daí?

O Botafogo está rebaixado para a série B.

E eu não estou nem um pouco chateada.

Os torcedores comuns jamais entenderiam essa minha postura...

Mas eu não sou uma torcedora comum.

Eu sou uma torcedora do Botafogo de Futebol e Regatas, mais conhecido como O Glorioso, e posso afirmar que amo esse clube acima de qualquer coisa.

Sim, caímos... 

Mas e daí? Isso não muda nada, nada mesmo!

Isso não muda a nossa história, não muda quem somos, não muda meu amor pelo Botafogo, minha vontade de torcer ou ir aos jogos. Não muda o brilho da nossa estrela nem mesmo o nosso hino ou as lindas cores da nossa camisa. 

Série A, série B... Isso não pode nos definir.

Entendam, o Botafogo é um sentimento nobre.

Espero que vocês me compreendam quando digo que o amo acima de qualquer divisão. Caso não entendam, então não sabem o que significa a palavra amor.

Eu sei.

Significa que o Botafogo me escolheu... E a ele sou eternamente grata por isso.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O Botafogo renasce das cinzas

Carlos Eduardo Pereira é o novo presidente do nosso clube.

Depois de 20 anos comandado por Montenegro e sua corja, finalmente o Botafogo votou pela mudança.

Com uma dívida impagável, virtualmente rebaixado e vivendo, em campo, o pior ano de sua história, o Glorioso não suportaria mais um mandato sequer da "turma da praia". 

Torci muito para que a Chapa Azul não fosse eleita, porque no momento atual isso certamente decretaria nossa falência total, o fim das esperanças, um futuro ainda pior do que o presente. 
Mais um presidente ladrão e nós nos transformaríamos em um novo Bangu.

Mas o Botafogo renasceu das cinzas quando Carlos Eduardo foi eleito por nós, que mostramos que não suportamos mais tanto descaso e roubalheira.

Essa é a nossa esperança.

Com uma diretoria séria, tudo pode mudar. 

É claro que não devemos esperar que isso ocorra imediatamente... Mas, arrumando a casa agora, podemos voltar a crescer daqui a uns dois ou três anos.
Ano que vem teremos de volta o Engenhão, que terá cadeiras com as nossas cores, como prometeu a Chapa Ouro. Ingressos mais baratos e reformulação do sócio torcedor também estão na lista que não devemos esquecer e que temos o direito e o dever de cobrar.

Pelo visto, nosso novo presidente vai ter muito trabalho pela frente. 

Que seja o início de uma nova era para o Botafogo!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Eleições no Botafogo - Fizemos a nossa parte!

Eu e Kio comparecemos a General Severiano hoje para votar na Chapa Ouro e ajudar o Botafogo a se livrar dessa corja que há anos governa o nosso clube. 

Fora Maurício Assumpção, Montenegro e Chapa Azul!!!!!

E tivemos a honra de encontrar o Capita, que também está apoiando Carlos Eduardo. É claro que tiramos foto com ele!


Hoje é um dia de mudar o futuro do Botafogo.


Apesar de estar torcendo muito por uma vitória da Chapa Ouro, estou torcendo muito mais por uma derrota da Chapa Azul. 

A última boca de urna apontou Carlos Eduardo em primeiro e Tiago Alvim em segundo, o que nos deixa de olhos bem abertos e rezando para que não, por favor, a situação não vença.

Chegou a hora de voltarmos a ser quem somos.

O Glorioso.

E que na próxima eleição tenhamos uma forma mais democrática de escolher nossos candidatos, ao invés de apenas 1795 votantes.

sábado, 22 de novembro de 2014

Globoesporte entrevista Carlos Eduardo Pereira

Faltam três dias para a saída de Maurício Assumpção do Botafogo. Até que enfim!

Eu e Kio já decidimos nosso voto, e vocês?

Vejam esse vídeo de entrevista do Globoesporte a Carlos Eduardo Pereira, da Chapa Ouro, e percebam que sua chapa é a mais séria e transparente:

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2014/11/video-carlos-eduardo-pereira-candidato-da-chapa-oposicao-unida.html

Nós tivemos a oportunidade de comparecer, na última quinta-feira, a um evento em General Severiano no qual pudemos conhecer pessoalmente os representantes da Chapa Ouro e suas propostas. Mas, para quem não estava lá, é importante que assista esse vídeo.

Eu voto CHAPA OURO!

Carta aberta a Maurício Assumpção

Por Helio de la Peña:


“(Des)prezado Presidente
Há seis anos você chegou ao Botafogo sem que soubéssemos direito quem era. Sua imagem, a de alguém que não vinha dos meios futebolísticos, era um bom sinal. Um dentista que poderia dar um trato no sorriso alvinegro. Sua primeira gestão foi elogiada por torcedores e pela imprensa esportiva. O Botafogo começou a despontar como um clube sério. E você, um dirigente que estava pondo a casa em ordem.
Veio o segundo mandato. Eleito unanimemente, teve a chance de escrever seu nome nas páginas mais gloriosas. Contratou Seedorf, uma estrela internacional, e elevou assim a auto estima da torcida. Voltávamos a ter um ídolo e a dar inveja aos rivais. Sabíamos que sozinho ele não poderia resolver a parada. Mas tínhamos um bom elenco ao seu redor e os resultados começaram a aparecer. Infelizmente, o sonho durou pouco.
Perdemos o Engenhão, perdemos receita, a coisa desandou. Aos poucos o time começou a ser desmontado. Vitinho foi o caso exemplar. No final do Brasileirão 2013, víamos Jefferson no gol, Seedorf lá na frente e mais nada. De favoritos, passamos a rezar por uma vaga na Libertadores.
Começamos este ano disputando o mais importante torneio da América do Sul, o que não acontecia havia 17 anos. De que maneira? Com um técnico que nunca comandara a equipe principal e um elenco bem abaixo do que tínhamos seis meses antes – Seedorf voltou para a Europa. O resultado não podia ser outro.
Aliás, 2014 é um ano para se esquecer. O pior desempenho num Campeonato Carioca neste milênio. Dívidas não honradas, jogadores medíocres contratados, salários não pagos, derrotas sucessivas. Até que você resolveu dar um basta na indisciplina. Demitiu quatro titulares e assumiu em público a responsabilidade das consequências do ato. Se mereciam, não vem ao caso. O fato é que o momento foi o mais inadequado possível. Já não estávamos bem no campeonato e só pioramos. Na verdade, você deu um basta na nossa esperança.
No instante em que escrevo, acumulamos 9 vitórias em 35 jogos! Para escapar da segunda divisão, precisamos de 3 vitórias em 3 jogos! Haja margem de erro… E isso não basta, dependemos de uma milagrosa combinação de outros resultados. O ideal é trocar a comissão técnica por uma comissão de matemáticos e rezadeiras.
Mas a torcida pode dormir tranquila. Você assume a responsabilidade da queda para a série B. O que significa isso? Se alguém vier nos sacanear, mandamos ligar pra você?
Dia 25 de novembro teremos eleições no clube. No dia seguinte alguém assumirá esta cadeira. E você volta para seu consultório de dentista sem responder por nenhum dos atos irresponsáveis. Ficamos nós, torcedores, arrasados após a passagem de um tsunami. Sem time, sem dinheiro, sem estádio, sem série A. Vai ser duro sair deste buraco.
Mas vamos resistir. Vamos juntar nossos cacos, levantar a cabeça e olhar para o futuro. Brigando para que um dia voltemos a ver lá na frente o Botafogo de craques como Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho, Paulo Cezar Caju, entre tantos outros.
E ninguém cala…”

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Apoio à CHAPA OURO

Ao longo das últimas semanas, demos espaço aqui no blog para a apresentação de cada uma das três chapas de oposição.

Mas chegou a hora de tomar uma decisão.

Por isso venho, por meio deste post, declarar o apoio do RealFogo à Chapa Ouro, com o presidente Carlos Eduardo Pereira e o vice Nelson Mufarrej. 

Temos dois votos neste blog, o meu e o do Kio. Esperamos fazer a diferença.

Passamos bastante tempo nas últimas semanas analisando as propostas de cada uma das chapas, ouvindo debates, lendo entrevistas, para finalmente tomar uma decisão importante que pode mudar o futuro do nosso clube.

A nossa decisão é votar na Chapa Ouro, cujos candidatos pudemos conhecer pessoalmente hoje em General Severiano.

A Chapa Ouro é aquela que nos trasmitiu maior seriedade, transparência e desejo de mudar o clube - não para criar um novo Botafogo, mas para resgatar o velho Botafogo, conforme Carlos Eduardo enfatizou.

A Chapa Ouro é a verdadeira oposição!

Chegou a hora de mudar o Botafogo de verdade, de resgatar nossas origens, de voltarmos a ser quem somos.

domingo, 16 de novembro de 2014

Eu NÃO acredito...

Podem me chamar de pessimista, mas a verdade é essa. 

Eu não acredito que o Botafogo possa escapar do rebaixamento este ano.

Estava ontem no Maracanã e o que vi, além daquele ridículo lance do Carlos Alberto, foi um Botafogo inerte, lerdo e sem jogadas. O Fluminense definitivamente não precisou fazer muito para vencer o jogo. 
Depois do gol, não reagimos. O jogo ficou chato e não dava nem para acreditar que empataríamos a partida, tamanha era a apatia do time.

Mas a verdade é que eu já sabia. No fundo, todos nós sabíamos. Ainda assim, todos nós acreditamos que um milagre possa acontecer.

Bom, milagres acontecem às vezes...

Eu até acreditaria que podemos vencer os próximos quatro jogos, ou pelo menos três deles, se não tivéssemos feito uma campanha tão ridícula no segundo turno, com 10 pontos em 15 jogos.
Ou pelo menos se tivéssemos vencido ao menos um confronto direto na luta contra o rebaixamento.
Ou, quem sabe, se tivéssemos esboçado algum tipo de reação na reta final, ao invés de três derrotas indiscutíveis.

Mas nada disso aconteceu. Temos 19 derrotas em 34 jogos, o equivalente a perder todas as partidas de um turno do campeonato.


Vejamos os times que ainda têm chances de rebaixamento. 

Reparem nos últimos cinco jogos. Se fossemos seguir a tendência, os últimos quatro seriam os rebaixados, uma vez que foram os times que menos pontuaram nas últimas cinco rodadas.

Isso significa que, para escaparem, serão os que MAIS terão que pontuar nas próximas quatro e últimas rodadas. No entanto, a falta de reação nos últimos cinco jogos torna essa trajetória cada vez mais difícil.

Nossos últimos jogos serão:
- Botafogo x Figueirense (CASA)
- Botafogo x Chapecoense (FORA)
- Botafogo x Santos (FORA)
- Botafogo x Atlético-MG (CASA)

Bom, esqueçam o jogo contra o Santos, chega a ser ridículo pensar que venceremos. 
Mas poderíamos, sim, vencer os outros três: dois confrontos diretos e um time que, com o título da Copa do Brasil na mão e a vaga assegurada na Libertadores, não terá mais nenhuma pretensão no campeonato.

Portanto, TEMOS que vencer os dois próximos jogos. Se perdermos para o Figueirense em casa, podem considerar que já estamos na série B.

Algo me diz que não vamos vencer nenhum desses quatro jogos...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Candidato 3 - Vinicius Assumpção (Chapa Alvinegra)

Apesar do sobrenome, ele não tem nenhum parentesco com o dentista.

Candidato: Vinicius Assumpção

Vice: Luiz Cláudio Guimarães
Site oficial: www.viniciuspresidente.com.br

Vinícius tem 51 anos, casado, formado em administração de empresas, bancário e ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, nas gestões 2003/2006 e 2006/2009, durante as quais realizou uma profunda reestruturação administrativa e financeira.
Suas gestões à frente do sindicato são reconhecidas como das melhores da história da entidade. Um dos conselheiros mais jovens da história do Botafogo, Vinícius, desde muito jovem sempre acompanhou o clube pelo Brasil a fora. Presenciou das arquibancadas o pior período vivido pelo nosso clube, sem desistir em momento algum.
Participou da torcida Copa-Fogo, foi um dos refundadores da Torcida Jovem, em 1981, e presidiu a Força Independente. Vinícius integrou a Junta de Julgamentos e Recursos e fez parte da Comissão do Conselho Deliberativo que tratou da volta a General Severiano.
Atualmente é Secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura do Rio de Janeiro, onde realiza um trabalho com micro e pequenos empresários e empreendedores, em diversos territórios, com atuação elogiada por todos.
(Fonte: site oficial do candidato)

Grande frequentador dos jogos do Botafogo e filiado ao PT, Vinicius talvez seja o candidato mais "torcedor" de todos, no sentido de proximidade com a massa alvinegra.
A principal proposta da chapa alvinegra, que tem apoio do Movimento Carlito Rocha, é ampliar o direito ao voto ao sócio torcedor. 
Em relação ao Engenhão, o objetivo é facilitar o acesso ao estádio por meio do transporte público e ampliação do estacionamento e criar um vínculo com moradores das regiões próximas, bem como fazer promoções de ingressos e entradas exclusivas para o sócio torcedor.
Em relação à dívida, a chapa reconhece que é necessário transparência para quitar a dívida no longo prazo com a ajuda de profissionais da área financeira. Além disso, a torcida terá papel fundamental no sentido de abraçar a causa "Dívida Zero", uma vez que os projetos serão revelados a ela.
Quando questionado sobre por que quer ser presidente do Botafogo, a resposta de Vinicius foi a seguinte:
O Botafogo precisa reunir os grandes alvinegros, mudar a mentalidade atual e implementar um amplo e democrático processo de transformação no seu cotidiano. Precisamos ligar os elos da corrente que nos levará de volta ao topo do futebol brasileiro. Depois daquela eliminação da Copa do Brasil, resolvi que precisava agrupar todos aqueles que querem uma mudança radical, com uma gestão profissional, transparente, ética e democrática. Se isto não for feito imediatamente, em breve poderá ser tarde demais.  Tenho total certeza que posso liderar este processo, usando a minha principal habilidade, que é o diálogo.
(Fonte: Fala Glorioso)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Candidato 2 - Marcelo Guimarães (Chapa Cinza)

Candidato: Marcelo Guimarães
Vice: Edson Santana
Site oficial: grande-salto-botafogo.blogspot.com.br

Marcelo Guimarães é carioca, neto de Julio Guimarães e Bizinha, filho de Aguinaldo Guimarães e de Hecy Camillo Guimarães, irmão de Aguinaldo, pai de Manuela Guimarães e casado com Ana Paula, todos Botafoguenses.

Em sua infância, teve a honra e a glória de assistir e se enfeitiçar com aquele esquadrão alvinegro bicampeão de 1967 e 1968, base da Seleção Brasileira campeã em 1970.

É formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com especialização em Marketing pela Fundação Getulio Vargas e Marketing Digital pela Escola de Comunicação e Design Digital do Instituto Infnet.

Dirige a Vértice Comunicação e Qualificação. É palestrante, consultor de planejamento e gestão, especialista em elaboração de projetos corporativos, conferencista e professor da cadeira de Gestão e Marketing Avançado do MBA Gestão Esportiva da Trevisan Escola de Negócios.

Trabalhou como executivo de grandes grupos nacionais e internacionais, dentre eles: C&A Modas, Aladdin Industries, Nutrícia Dietil, Scott Papper e Laboratório Merck Darmstad. Em 2011, foi um dos cinco finalistas do prêmio "Profissional de Marketing de Clubes do Ano", promovido pela Pluri Consultoria e pela agência FanClub. 

Atualmente, circula o País com sua nova palestra: "Paixão S/A: marketing, criatividade e inovação", inspirada no seu livro: “Paixão S/A: como anda o marketing do clube do seu coração?”.

(Fonte: site oficial do candidato)

A principal proposta da chapa Grande Salto é transformar o Engenhão na casa do Botafogo. Customizar o estádio, com escudos e bandeiras, encontrar bons patrocínios, criar um setor com preços mais populares e aproveitar seu valor após as Olimpíadas de 2016. Além disso, sócios proprietários terão direito a assistir aos jogos, transformando-se em sócios-torcedores-proprietários. Por sua vez, o programa de sócio torcedor será revisto e melhorado.
Em relação à dívida, o candidato pretende contratar uma consultoria que trabalhe em seu equacionamento.
A chapa Cinza também pretende investir na base por meio daquilo que chamou de "filosofia alvinegra de futebol".
Quando perguntado sobre o por que de querer ser presidente do Botafogo, a resposta do candidato foi a seguinte:
A primeira justificativa vem da razão. De todos os atuais pré-candidatos, sou o único a ter ocupado um cargo de executivo remunerado no clube e isso me deu a absoluta convicção de que é possível mudar, desde que mudemos o modo atrasado de fazer política no Botafogo. Sou especialista em gestão e em elaboração de projetos corporativos, com foco em estruturação organizacional e geração de receitas. Se eleito, provavelmente serei o primeiro profissional de mercado a ocupar esse honroso cargo e me sinto preparado para esse duríssimo desafio.
Pelo viés de emoção, presidir o clube que aprendi a amar já com meu avô, é uma recompensa que a vida me proporcionará. Ainda me lembro quando muito criança entrei com minha família de Botafoguenses para assistir aquelas estrelas da geração 6768 desfilar em campo. De lá para cá, vivo intensamente nosso clube e alimento uma paixão que certamente, juntamente com preparo e razão, será o combustível desse grande desafio.
(Fonte: Fala Glorioso)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Candidato 1- Carlos Eduardo Pereira (Chapa Ouro)

Iniciaremos hoje uma sequencia de posts nos quais falaremos sobre cada um dos candidatos de oposição à presidência do Botafogo.

Vamos começar pela Chapa Ouro.

Candidato: Carlos Eduardo Pereira 
Vice: Nelson Mufarrej Filho.
Site oficial: www.chapaouro.com.br

Carlos Eduardo Pereira tem 56 anos, é sócio benemérito do Botafogo desde 1994 e atuante na política e na gestão alvinegra há mais de 30 anos. Atualmente é membro do Corpo Permanente Conselho Deliberativo, já tendo sido Diretor de Comunicação Social, ocupado a Vice-Presidência Administrativa em 1993, quando conquistamos a Copa Conmebol, a Vice-Presidência Geral no triênio 94-96, quando conquistamos o nosso segundo título brasileiro. Sempre defendendo a bandeira do retorno do clube às suas origens, foi o autor da proposta que criou a Comissão Especial do Conselho Deliberativo, que foi a principal responsável pelas negociações e o retorno do Botafogo a General Severiano, fazendo parte dela.
Profissionalmente, Carlos Eduardo Pereira é formado em Administração, com pós graduação em Marketing. Ele trabalha com consultoria, planejamento e gestão de shopping centers e empreendimentos comerciais, com experiência de trabalho na América do Sul e (na) Europa.
Carlos Eduardo Pereira tem fortes ligações familiares com o Clube. Seu Pai, Hugo da Costa Pereira, alvinegro desde os tempos que morava fora do Rio, também participou do Conselho Deliberativo, tendo ocupado uma de suas Vice-Presidências. É casado com a advogada e também alvinegra, Rosemary Hissa, com quem fundou a ONG GAPA-MA, após a adoção de um cão que chamou de Biriba. Ele é Presidente dessa entidade sem fins lucrativos e de utilidade pública, com sede em Petrópolis, dedicada à proteção aos Animais e ao Meio Ambiente. Também é membro titular do Conselho da Cidade e do Conselho de Municipal de Meio Ambiente, ambos de Petrópolis.

(Fonte: site oficial do candidato)

Carlos Eduardo perdeu as eleições de 2011 para a chapa de Maurício Assumpção, mas obteve 30% dos votos na ocasião.

A Chapa Ouro defende a revitalização do CT de General Severiano e a transformação do Engenhão em um estádio totalmente nosso. Compromete-se também a chamar a torcida para o estádio por meio de ingressos a preços mais acessíveis e programas de sócio torcedor com tratamento diferenciado. 

A questão da dívida é crucial e deve ser solucionada com urgência.

Além disso, é dada total prioridade à transparência. Nesse sentido, o que me chamou a atenção foi o comentário do próprio candidato aqui no Fogaonet, de forma a desmentir uma falsa notícia a seu respeito. Carlos Eduardo aproveitou o momento para responder também a perguntas que lhe foram dirigidas no site.

Quando questionado sobre o que o motivou a se candidatar à presidência do Botafogo, a resposta do candidato foi a seguinte:
Certamente ocupar este cargo é um privilégio para qualquer botafoguense. Mas minha indicação veio de um consenso dos membros do MAIS BOTAFOGO e pode ser considerada como um desdobramento natural de nossa participação das últimas eleições. Não é uma candidatura hermética, pois o nosso Grupo sempre está aberto ao diálogo e para composições construtivas, na busca do melhor para o Clube. Entretanto, gostaria de deixar registrado que, com esta gestão, não há composição possível.

(Fonte: Fala Glorioso)

domingo, 9 de novembro de 2014

Do sonho da Libertadores à série B

No início do ano, estávamos bastante animados com a nossa volta à Libertadores depois de 18 anos. Que botafoguense não acreditava no título?

Nesse período, havia ainda quem defendesse Mauricio Assumpção, alegando que foi em seu mandato que finalmente retornamos à competição. 
Em General Severiano, "Libertadores 2015" enfeitava, em letras prateadas, a nossa bandeira. Isso serviu de propaganda à gestão do dentista, que promoveu nossa volta como se fosse um título. 
Mais uma vez, nos ensinou a pensar pequeno. E, é claro, teve gente que caiu nessa.

Começamos 2015 sonhando com um título internacional e com a disputa do mundial de clubes. Terminaremos o ano rebaixados para a série B, falidos e sem estádio.

Aposto que vocês se lembram bem da nossa eliminação da Copa do Brasil no ano passado, quando perdemos humilhantemente para o nosso maior rival. 

Desde aquele dia, só vimos desgraças.

Ainda não totalmente recuperados do trauma, fomos eliminados da Libertadores na fase de grupos e fizemos a pior campanha de nossa história no estadual. Há algumas semanas, tomamos 5 a 0 do Santos e fomos novamente eliminados da Copa do Brasil. Agora, nossa chance de rebaixamento é tão grande que confesso não ter mais esperanças.
Pra quem torceu realmente para a seleção brasileira, o 7 a 1 entra facilmente na conta dos desastres futebolísticos do ano. Para mim, 2015 deve ser esquecido.

Não queria dizer a verdade para quem ainda tem esperanças, mas já estamos rebaixados.

Tivemos muitas chances de esboçar reações nesse campeonato e só decepcionamos. 
Fizemos apenas 10 pontos nos 14 jogos do segundo turno e ainda não vencemos um confronto direto na luta contra o rebaixamento. 
O time é fraquíssimo, os salários estão atrasados e não temos estádio.

É muito triste ver o Botafogo nesta situação, mas temos que ser realistas. 

Só espero realmente que alguém dê um lindo soco na cara do nosso presidente bandido e não se esqueça de quebrar todos os seus dentes.

Se você acredita em deus, nos santos ou no que for, reze pelo Botafogo nessa reta final.

Agora, se você é cético como eu... apenas conforme-se.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A Solução para o Futebol Brasileiro

Estive pensando ultimamente no nosso querido e combalido futebol brasileiro.

Os últimos acontecimentos que mostram o abismo a que se chegou o que ja foi uma escola de arte e ginga que conquistou os quatro cantos do mundo, nos ensinam que alguma coisa deve ser feita, e de imediato, para mudarmos esse quadro sombrio.

Começando pelo Brasileirao de 2005, onde vários jogos foram anulados com o intuito de favorecer o Corinthians e o proprio jogo deles contra o Internacional que decidiu o titulo, passando pelo final do campeonato do ano passado, com a decisão do STJD de derrubar a Portuguesa para a serie B, com o objetivo de salvar o Flamengo e consequentemente o Fluminense da queda, o julgamento do jogador Petros, os 3 x 0 do Flamengo sobre o Coritiba na Copa do Brasil desse ano, culminando, e nao poderia ser de outra forma, com o acachapante vexame da Seleção na Copa do Mundo, que manchou definitivamente a outrora bela historia do futebol brasileiro, enfim, eu poderia  escrever varios paragrafos sobre tudo que nos mostra como as cartas estão marcadas no nosso futebol.

Acho que as vezes temos que ser radicais se quisermos revolucionar alguma coisa.

Independentemente do que acaba de declarar o diretor do Gremio Nestor Hein, que pode ser lido aqui, defendo que os grandes clubes do Brasil se desfiliem da CBF e criem sua propria liga, claro, sem os protegidos da Tv Globo.

Deixem a globo mostrar o jogo dos seus queridinhos todo final de semana e nos negociamos com outra rede os direitos de transmissão os nossos jogos.

Isso nao e utopia, basta ter um grupo de dirigentes corajosos e nao comprometidos com o sistema, para que a liberdade seja alcançada.

Duvido que um campeonato com Botafogo, Vasco, Fluminense, Santos, Palmeiras, Sao Paulo, Cruzeiro, Atletico (MG), Internacional, Gremio e os demais times de grande torcida dos outros estados nao seria muito mais interessante que assistir urubu e gaviao de depenarem toda semana.

Pois e, estão ai meus 5 centavos.

Mudanças exigem sacrifício e e disso que os grandes clubes precisam para se libertarem desses males que estão destruindo o nosso futebol.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Resumo do debate entre os candidatos à presidência

A eleição que definirá o futuro presidente do Botafogo está marcada para o próximo dia 25 de novembro. 
Na segunda feira, um debate entre os candidatos foi realizado pela rádio Manchete. 

O objetivo deste post é resumir os principais pontos expostos por cada um dos candidatos de forma imparcial, conforme entendido por mim ao longo do debate.

Temos dois votos neste blog, o meu e o do Kio. Precisamos pensar muito bem nas melhores propostas para o futuro do nosso clube, bem como analisar os históricos dos candidatos antes de apoiarmos qualquer um deles.

1) Carlos Eduardo Pereira (Chapa: Mais Botafogo) 

- Dívida: o candidato prioriza o equacionamento da dívida, a volta ao ato trabalhista e a auditoria dos credores individuais.

- CT: Devido ao fato de o Engenhão não possuir estrutura de alimentação para um treino de tempo integral, defende a recuperação do CT de General Severiano. Além disso, prioriza a criação de um CT que possa integrar todas as categorias do futebol.

- Marketing: O objetivo é trazer o torcedor de volta ao estádio, por meio de planos de sócio torcedor que os tratem de forma diferenciada. Defende também ingressos a preços baixos no próximo Campeonato Carioca.

- Prioriza a divulgação dos balanços do clube e a transparência.

2) Marcelo Guimarães (Chapa: Grande Salto) 

- CT: Para o candidato, o Engenhão é um CT razoável que atende às urgências do Botafogo, embora defenda a criação de um novo CT a longo prazo. Seu objetivo é rentabilizar o Engenhão antes das Olimpíadas, para depois criar uma pequena sede social que poderá ser utilizada por sócios do local e de General Severiano. O Engenhão será a casa do Botafogo.

- Quando questionado sobre como será montado o time no ano que vem, afirmou que sua primeira medida será apoiar o time atual, que encontra-se abandonado pelos dirigentes. Enfatiza seu vice de nome, Edson Santana. 

- Defende que o Botafogo precisa passar por um processo de recuperação da credibilidade e da imagem e montar um time competitivo dentro do possível. Nesse quesito, o Marketing terá um papel fundamental.

3) Vinicius Assumpção (Chapa: Alvinegra)

- Sua principal medida, se eleito, será a ampliação do direito ao voto para os sócios torcedores. Segundo o candidato, o processo de voto do clube é antidemocrático, com apenas cerca de 1500 eleitores. A torcida tem que ser dona do clube e conviver com sua realidade.

 - Dívida: O candidato acredita que o Botafogo deve ser tratado como uma empresa falida. Assim, o objetivo é contratar uma empresa que consiga realizar uma recuperação financeira, contando com um plano de médio a longo prazo e transparência. 

- CT: Defende o aproveitamento do terreno de Vargem Grande e a concentração da base em Marechal Hermes.

- Marketing: Defende a atração de novos patrocinadores por meio da transparência e de uma gestão ética.

4) Thiago Cesário Amorim (Chapa: Azul)

O candidato da situação não compareceu ao debate, alegando ter outros compromissos. 
Para alguém que deseja ser presidente do Botafogo, não deveria existir prioridade maior do que seus compromissos com o clube, o que não parece valer para esse "candidato".

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A série B é uma realidade

São 16 derrotas em 30 jogos.
Apenas 7 pontos somados no segundo turno.

Pelo que me lembro, não vencemos nenhum confronto direto na luta contra o rebaixamento.

Faltam oito jogos para o fim do campeonato. 

Com 45 pontos, estaríamos matematicamente livres do rebaixamento.
Só que, nesse caso, precisaríamos de mais 15 pontos em oito jogos, metade do que fizemos em trinta.

Por outro lado, se mantivermos nossa média de um ponto por jogo (uma vez que temos 30 pontos em 30 jogos), terminaremos o campeonato com 38 pontos. 
Isso significa um rebaixamento com pelo menos três rodadas de antecedência.

Se na última rodada ainda estivermos lutando contra o rebaixamento, considerem um bom resultado.

Infelizmente, a série B está muito próxima.

Vejamos nossos oito últimos jogos:

(MANAUS) Botafogo x Flamengo
(FORA) Botafogo x Cruzeiro
(CASA) Botafogo x Atlético-PR
(FORA) Botafogo x Fluminense
(CASA) Botafogo x Figueirense
(FORA) Botafogo x Chapecoense
(FORA) Botafogo x Santos
(CASA) Botafogo x Atlético-MG

Só para lembrar: esses jogos em casa não serão no Maracanã.

É, vão se acostumando com a ideia...

Carta de Nilton Santos para Jefferson

"Jefferson,
não sei se você acredita.
Mas eu juro. Sou eu.
Nilton Santos.
Eles me chamavam de Enciclopédia. Apelido que o Waldir Amaral popularizou, lá por 1957.
(Sorte minha que eu apareci pro futebol antes do Garrincha e do Pelé. Você vai dizer que é falsa modéstia. Não é falsa. É apenas modéstia.)
Eu era assim desde a Ilha do Governador. Pergunte aos meus amigos botafoguenses. O Sandro Moreyra inventava e exagerava umas historinhas, é verdade – ou algumas mentirinhas… O Maneco Muller também dourava a pílula e a bola.
Mas eles sabem que sempre fui simples. Na minha. Tanto é que quase fui parar nas Laranjeiras. Quer dizer, fui pra lá. Mas quando vi aquele sede toda iluminada, os vitrais, toda aquela pompa, os sócios lá dentro dos salões, aquela gente chique, grã-fina, e ainda vi da rua os craques do Fluminense passeando pela sede, confesso que achei que ali não era meu lugar.
É verdade. Fiquei com minha chuteira debaixo do braço, peguei uma condução de volta pra Ilha do Governador e, naquele momento, desisti do meu sonho de ser profissional do futebol. O Maneco contava muito bem essa história, e está aqui, do meu lado, mandando um abração. Ele e o Sandro, que diz que você é um digno sucessor do Manga.
E eu concordo, Jefferson.
Naquela noite em que eu não fui treinar nas Laranjeiras, meu jeito tímido e meu espírito amador me deixaram longe do futebol. Mas eu, como nosso time, tenho estrela. E ela, graças a Deus, foi brilhar comigo em General Severiano.
O nosso Botafogo.
A nossa camisa. Aliás, só para lembrar pra muita gente, eu só joguei pelo Botafogo e com a camisa do Brasil. E nunca beijei o escudo nem de uma e nem de outra. Não precisei. Ninguém precisa.
Basta honrar essa camisa. Basta dar tudo por ela. Basta jogar futebol.
Basta fazer tudo que não tem sido feito no Botafogo.
Não pelos seus companheiros, Jefferson. Alguns, de fato, não têm bola para jogar no meu time. No máximo, jogariam lá no time do Flexeiras. E olhe lá. Mas como cobrar deles se eles não são pagos?
Já os dirigentes do nosso Botafogo…
Além dos aviões, meus maiores adversários sempre foram os árbitros. Todos eles. Mas, hoje em dia, e nas últimas administrações, acho que os cartolas do nosso clube foram piores que os juízes.
Acredite.
E o pior é que parece inacreditável o que fizeram e o que estão fazendo com o nosso Botafogo.
Saudade do Carlito Rocha e do Biriba, nosso cachorrinho campeão em 1948. Hoje só parecem ter restado outros animais no clube. O seu Carlito que dava gemada pra nós depois dos treinos. Hoje, os caras dão uma ova pros jogadores! O Carlito tinha uma fábrica de tecido e ficou pobre de tanto dinheiro que deu pro Botafogo. Quantos dirigentes ficaram sem grana como ele? E quantos saíram do futebol com muito mais do que tinham?
É…
Como pode não pagar? Como pode exigir de quem não recebe?
Já ganhamos um Brasileirão com quase cinco meses de atraso. Mas não pode isso.
Aliás, eu também sou um pouco responsável por esse estado lastimável de coisas. Eu assinava contratos em branco com o clube. Falava que eles poderiam pagar o que quisessem para mim que estaria bom. E estava mesmo ótimo. Me pagavam pra jogar futebol no clube onde eu me sentia em casa!
Mas veja só o que foram fazendo comigo e com nossos companheiros, com nossos torcedores…
Dá pra dizer também com nosso país. Afinal, não pagamos para ninguém. Justo um clube com um crédito imortal no nosso futebol. Como pode?
Como deve…
E como devemos à nossa rica glória. E como estamos devendo Botafogo aos botafoguenses.
Não podemos mais ficar assim. Tenho conversado com a turma aqui de cima. Tem muito botafoguense nos céus. Muita gente boa. Mas sinto que a nossa galera vai ser menor a cada dia por aqui. Vai ter muito mais botafoguense indo pra outro lugar. Para o fogo eterno onde estão nos mandado mais uma vez.
Jefferson, você é o número um da Seleção. Merecidamente. Todo grande time começa com um grande goleiro. Uma pessoa honrada como você. Persista! Defenda a gente mais um pouco dos adversários externos e, principalmente, dos internos. Justamente os piores.
Sei que a culpa de tudo que não tem em General Severiano não é só da turma que está lá agora. Quem passou também arrasou a terra e os cofres. Derrubou o clube como quase derrubaram o Engenhão! Sei que todo o futebol brasileiro tá uma draga. Uma droga mesmo. Meus parceiros Djalma Santos e Julinho Botelho estão desesperados com a Portuguesa. Não a da minha Ilha do Governador, mas a do Canindé.
O que fizeram com ela?
O que estão fazendo com a gente?
Sei que você é profissional, Jefferson. Sei que você tem contas a pagar. Diferente do nosso clube, você paga suas contas. Mas eu te peço, por favor: seja cada vez mais amador e ame cada vez mais o Botafogo. Pelo menos alguém tem de amar esse clube lá dentro. E jogar por ele. Não o jogar na vala comum. Na várzea na pior acepção.
Eu sei que fiz errado em dar um cheque em branco aos cartolas antigamente. Hoje não se pode dar nem bom dia. Mas eu imploro: continue nos defendendo. Dê crédito a quem só tem débito.
Dizem que da nossa vida aí embaixo não se leva nada. Mas eu te digo, amigo: eu também estou aqui entre tantos Santos não porque eu sou Nilton, mas porque eu sou Botafogo.
Amor e dedicação não se cobram. Damos. Por isso estou aqui. Por isso consigo passar esta mensagem. Os que não têm, os que não tiveram, esses vão pro lugar onde estão nos mandando.
Só pra terminar, mais uma historinha que aconteceu comigo: quando parei de jogar, em 1964, muita gente teve a ideia de fazer um jogo de despedida com a renda inteira da partida sendo doada para mim. O que pensaram os dirigentes do clube na época: “vai parecer que a gente não pagou direitinho a ele durante a carreira…” E foi o que aconteceu. Eles não deram a renda para mim.
Como você pode ver, Jefferson, o problema do nosso clube não é só da turma que está aí agora. Vem de longe…
Enfim, o pessoal do Botafogo tá mandando aquela força aqui de cima.
Deus mesmo diz que está mexendo uns pauzinhos.
E Ele jura por Ele mesmo que ainda acredita no Jobson.
Mas que Ele não tem o que fazer com as postagens do Sheik no Instagram.
Saudações.
Nilton"
Fonte: Blog do Mauro Beting