domingo, 2 de setembro de 2018

O Botafogo nos abandonou

Há quase um ano, enfrentamos o Grêmio em Porto Alegre nas quartas de final da Libertadores, naquele jogo que marcou o auge da esperança botafoguense.

Sonhávamos com o título da América. E até hoje acredito, sim, que poderíamos ter sido campeões.

Ontem, enfrentamos o mesmo Grêmio em Porto Alegre, mas o Grêmio não enfrentou o mesmo Botafogo.

Porque o Botafogo que entrou em campo ontem era tudo, menos um time. 

O treinador que estava à beira do gramado também era tudo, menos alguém com capacidade de acertar o time. 

É claro que compreendo a dificuldade de acertar um time que não é time, principalmente para um treinador que não treina. 

Pois, se existe algum treino sendo realizado no estádio Nilton Santos ou em General Severiano, este só pode ser um treino composto pelos seguintes tópicos:
- Como levar pelo menos dois gols em todo jogo e não fazer nenhum
- Como permitir que o adversário entre na área como se fosse o quintal da casa dele
- Como deixar sempre pelo menos um jogador adversário completamente livre de marcação
- Como jamais acertar o gol em todas as raras chances de abrir o placar (este é ensinado concomitantemente a "como tocar a bola dentro da área para alguém que perderá o gol quando se tem uma bela oportunidade de chutar")
- Como entregar o jogo para o adversário depois de levar o primeiro gol (subtópico do "como jamais empatar ou virar um jogo")
- Como ter um goleiro que não sabe segurar a bola, uma zaga que não defende, um meio campo que não dá passes e um ataque que não balança as redes
(...)

Com esses tópicos sendo cumpridos à risca, o objetivo principal da diretoria, que também não dirige (qual seja, "ser rebaixado levando porrada de todos os times grandes"), será facilmente alcançado.

Não há mais esperanças.

O Botafogo precisa se renovar, sair dessa bagunça e voltar a crescer.

Eu, que ingenuamente votei neste grupo político que tem a audácia de se autodenominar "Mais Botafogo" e fugir das entrevistas, retiro meu apoio. Se há alguém melhor para comandar o clube, não sei - mas sei que, do jeito que está, o Botafogo tem se distanciado cada vez mais de nós, os verdadeiros torcedores.

23 anos sem um título de peso e vexames que se renovam a cada temporada:"Glorioso" só se for uma piada.

Mas nem piada se faz mais, porque nos tornamos aqueles torcedores de quem todos têm pena.

"Ah, coitadinha, é botafoguense, não vou zoar porque a vida dela é difícil...".

Vou falar o que? É difícil mesmo essa vida de merda.

É difícil amar tanto um clube que nos abandona assim.

É difícil torcer por um clube que não é mais clube, com uma diretoria omissa que pensa pequeno, um departamento de futebol que só contrata inúteis e bichados, um departamento médico que se tornou um inferno de onde nunca mais se volta, um elenco no qual jogadores saem de cena sem motivos aparentes (e ninguém percebe porque eles não fazem falta nenhuma), um time que entra em campo pra ser saco de pancada, com atletas que não sabem correr e jogadores que não sabem jogar. 

Na boa, me coloquem de camisa 10, que sou melhor do que o Leo Valencia.

O Botafogo precisa de uma revolução.

3 comentários:

Anônimo disse...

Lohana como sempre você foi cirúrgica, falou a verdade que só os velhos brochas que eu também apoiei não querem encarar, o nosso Botafogo precisa de uma revolução, assim como i nosso país, não podemos admitir que tudo isso aconteça a nossa revelia, vamos iniciar um movimento para renovação do nosso clube, o Botafogo não pode ser visto como um ex-grande, temos história e é nisso que temia que nós apoiar, FORA MUFARREJ E FORA GRUPO MAIS BOTAFOGO! O Botafogo não precisa de vocês!m

Alvinegro Apaixonado

Anônimo disse...

FORA ZÉ RICARDO SEU MERDA

Unknown disse...

É, está bem difícil ser Botafogo. Só esse amor incondicional, essa paixão pra nos manter. É bem verdade que no início deste ano desejei “Feliz 2019” aos meus amigos botafoguenses, em vista deste “plantel”(?) com que nos brindaram para 2018. E olha que ainda tínhamos, àquela altura, João Paulo & Gatito Fernandes! Mas, a realidade se confirmou. Sim, tivemos o Estadual, sabe-se lá como! Mas nada que me iludisse ou me fizesse ter qualquer esperança neste 2018. A derrota para o Aparecidense (quem?!!!!) foi uma dessas tristes constatações. E o Brasileirão está nos consumindo a cada rodada. Triste constatar, mas nossa meta hoje são os 46 pontos (faltam 20). Até acredito que nos livraremos desse tormento, mas não sem antes sofrer um bocado. Como de praxe...