domingo, 28 de outubro de 2018

VAMOS SALVAR O BOTAFOGO! ULTIMA CHAMADA!

Caros botafoguenses,

Não sei nem por onde começar, só sei que precisamos nos unir e tentar salvar o nosso clube, a nossa Instituição e para isso precisamos tirar todos, eu escrevi TODOS aqueles dirigentes que fazem parte dessa administração e/ou que fizeram partes das administrações passadas.

Temos que fazer isso o quanto antes, alguma coisa como fez a torcida do Bahia que conseguiu tirar os dirigentes que levaram o clube a Serie C do Campeonato Brasileiro.

E fizeram de uma maneira democrática, protestando em frente à residencia do presidente, sem ter que usar de violência.

É disso que precisamos, da união dos botafoguenses da paz mas que se indignam com esse momento dramático que passa o nosso amado clube e que vem numa crescente e todos sabemos no que isso vai dar.

Para aqueles que alegam que nossa torcida é diminuta eu digo que não, somos muito mais do que os 4 milhões que uma pesquisa marota mostrou.

Um clube que passa por décadas de vergonha como o nosso Botafogo passou, como bem mostrou a corajosa e guerreira Radio Botafogo através desse video e continua lotando o estádio quando o time dela necessita e porque tem uma torcida grande e apaixonada que não vai permitir que o futuro seja igual ao de outros que sucumbiram.

Portanto, caros companheiro(a)s e irma(ao)s de camisa, vamos aproveitar o cívico dia de hoje para pensarmos o que precisamos fazer para tirar os sanguessugas que há décadas estão apequenando o Glorioso.

FORA GRUPO MAIS BOTAFOGO!

FORA TODOS QUE FORAM PARTE DE ADMINISTRAÇÕES PASSADAS!

QUEREMOS MUDANÇA!

VAMOS A LUTA!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

CHEGA! BASTA!

Não dá mais!

Estão acabando com o Botafogo.

É inadmissível a situação a que chegamos.

Ou mudamos tudo ou admitamos a extinção.

Ja estamos cansados de usar o passado do clube para exigir que se respeite a história.

Porque a história não se restringe aos anos 30, 40, 50 ou 60.

A história começa no minuto seguinte ao atual.

E na história recente o Botafogo não pode ser considerado um clube vencedor.

E não é só por causa da eliminação de ontem não.

Esse ano ja passamos por um vexame ainda maior.

A eliminação para um time que só apareceu porque nos eliminou (veja aqui).

No ano passado chegamos na semifinal da Copa do Brasil e nas quartas-de-final da Libertadores perdendo para o eventual campeão num jogo que poderíamos ter vencido e isso nos deu a esperança de que os tempos gloriosos estariam voltando.

Mas bastou voltarmos à disputa do Brasileiro, onde estávamos numa posição confortável para disputar mais uma Libertadores, para vivenciar mais um vexame como a eliminação da competição mais importante do continente na última rodada e depois do jogo terminado (veja aqui).

Precisamos tirar de General Severiano os velhos que se perpetuam no poder há muitas décadas.

Botar gente nova, com mentalidade vencedora e que se indignem com derrotas como a de ontem.

As pessoas que administram o nosso clube hoje se escondem nas derrotas e só aparecem nos bons momentos.

Chega!

E outra coisa.

Temos que mudar parte da letra do hino do clube, aquele trecho que diz "nao pode PERDER, PERDER pra ninguém" para alguma coisa como "nasceu pra VENCER e ser CAMPEÃO".

Isso pode ate ser superstição minha, mas é de superstição que a nossa história foi escrita nos tempos de glória.

Tempos esses que eu acredito que poderão voltar mas com mudanças radicais como as que explicitei acima.

Hoje é dia de ressaca como vários outros na história recente do Botafogo.

Mas amanhã estaremos de cabeça erguida novamente lutando e acreditando que os dias de glória voltarão.

Mas para que isso aconteça, repito, temos que mudar quase tudo em General Severiano.

Avante Fogão!

domingo, 2 de setembro de 2018

O Botafogo nos abandonou

Há quase um ano, enfrentamos o Grêmio em Porto Alegre nas quartas de final da Libertadores, naquele jogo que marcou o auge da esperança botafoguense.

Sonhávamos com o título da América. E até hoje acredito, sim, que poderíamos ter sido campeões.

Ontem, enfrentamos o mesmo Grêmio em Porto Alegre, mas o Grêmio não enfrentou o mesmo Botafogo.

Porque o Botafogo que entrou em campo ontem era tudo, menos um time. 

O treinador que estava à beira do gramado também era tudo, menos alguém com capacidade de acertar o time. 

É claro que compreendo a dificuldade de acertar um time que não é time, principalmente para um treinador que não treina. 

Pois, se existe algum treino sendo realizado no estádio Nilton Santos ou em General Severiano, este só pode ser um treino composto pelos seguintes tópicos:
- Como levar pelo menos dois gols em todo jogo e não fazer nenhum
- Como permitir que o adversário entre na área como se fosse o quintal da casa dele
- Como deixar sempre pelo menos um jogador adversário completamente livre de marcação
- Como jamais acertar o gol em todas as raras chances de abrir o placar (este é ensinado concomitantemente a "como tocar a bola dentro da área para alguém que perderá o gol quando se tem uma bela oportunidade de chutar")
- Como entregar o jogo para o adversário depois de levar o primeiro gol (subtópico do "como jamais empatar ou virar um jogo")
- Como ter um goleiro que não sabe segurar a bola, uma zaga que não defende, um meio campo que não dá passes e um ataque que não balança as redes
(...)

Com esses tópicos sendo cumpridos à risca, o objetivo principal da diretoria, que também não dirige (qual seja, "ser rebaixado levando porrada de todos os times grandes"), será facilmente alcançado.

Não há mais esperanças.

O Botafogo precisa se renovar, sair dessa bagunça e voltar a crescer.

Eu, que ingenuamente votei neste grupo político que tem a audácia de se autodenominar "Mais Botafogo" e fugir das entrevistas, retiro meu apoio. Se há alguém melhor para comandar o clube, não sei - mas sei que, do jeito que está, o Botafogo tem se distanciado cada vez mais de nós, os verdadeiros torcedores.

23 anos sem um título de peso e vexames que se renovam a cada temporada:"Glorioso" só se for uma piada.

Mas nem piada se faz mais, porque nos tornamos aqueles torcedores de quem todos têm pena.

"Ah, coitadinha, é botafoguense, não vou zoar porque a vida dela é difícil...".

Vou falar o que? É difícil mesmo essa vida de merda.

É difícil amar tanto um clube que nos abandona assim.

É difícil torcer por um clube que não é mais clube, com uma diretoria omissa que pensa pequeno, um departamento de futebol que só contrata inúteis e bichados, um departamento médico que se tornou um inferno de onde nunca mais se volta, um elenco no qual jogadores saem de cena sem motivos aparentes (e ninguém percebe porque eles não fazem falta nenhuma), um time que entra em campo pra ser saco de pancada, com atletas que não sabem correr e jogadores que não sabem jogar. 

Na boa, me coloquem de camisa 10, que sou melhor do que o Leo Valencia.

O Botafogo precisa de uma revolução.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Tá difícil

Ainda não engoli aquele gol de empate absurdo que tomamos ontem do lanterna aos 51 minutos do segundo tempo.

Nem eu nem o Kio, que estava no Rio neste dia dos pais, viu o jogo comigo e, pouco antes do gol, abriu um sorriso e falou "25 segundos, ganhamos". 


Mas, especialmente para o Botafogo, o jogo só acaba quando termina.


Também não engolimos a eliminação da Copa do Brasil pelo time da série D que perdeu a classificação para os mata-matas para Sinop e Novo. 


E será que já nos conformamos com o gol da Chapecoense que nos tirou a vaga da Libertadores em dezembro, depois que o nosso jogo já havia acabado?


Não.


Ainda acrescento: lembramo-nos como se fosse ontem da goleada que levamos do Time do Mal na Copa do Brasil de 2013; do pênalti que Seedorf perdeu contra o Cruzeiro no Brasileirão do mesmo ano (bons tempos esses em que almejávamos o título); da eliminação na fase de grupos da Libertadores em 2014, do gol de letra de Marcão pelo Figueirense no Nilton Santos, aos 48 do segundo tempo, que nos eliminou mais uma vez da Copa do Brasil em 2015 (isso para não falar dos 5x0 que tomamos do Santos um ano antes).


E os desastres vão se acumulando, um sobre o outro em nossas lembranças, como uma grande montanha de bosta. 


Aí, em pleno dia dos pais e aniversário do Botafogo, quando jogamos conta o poderosíssimo Paraná às 11h e tudo o que queremos é almoçar comemorando a vitória com nossos pais, ela acontece mais uma vez.


A tragédia.


Sobrenome de todo botafoguense.


E não me perguntem sobre o jogo de quinta-feira na sul-americana. Estarei lá, não apenas porque sou botafoguense antes de tudo e acima de qualquer coisa, mas porque gosto de sofrer. 


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Feliz dia do Botafogo!

Ontem, o maior ídolo da nossa história completaria 93 anos.

Aquele que foi bicampeão pela seleção brasileira, levando as copas de 1958 e 1962, e conquistou quatro campeonatos cariocas (1948, 1957, 1961 e 1962) e duas taças Rio - São Paulo (1962 e 1964).

Também aquele que, em 2000, foi eleito pela Fifa o maior lateral esquerdo de todos os tempos. 

O jogador que levou o apelido de "Enciclopédia do Futebol" e revolucionou a função de um lateral, ao subir para o ataque e marcar um gol contra a Áustria, em 1958, quando os laterais eram basicamente zagueiros de ponta. 

O grande responsável pela contratação do segundo maior ídolo da história do Botafogo - aquele que dava dribles desconcertantes com as pernas tortas.

E certamente o que mais vestiu a camisa do Glorioso, com 723 jogos em 16 anos, não tendo jamais vestido a camisa de qualquer outro clube.

Na entrada de sua casa, havia uma placa onde se lia: "Seja bem vindo, mas não fale mal do Botafogo".

Em General Severiano, uma frase sua: "O futebol é a brincadeira mas séria que existe. Só vence quem pensa assim."

De vitórias entendia muito bem, já que nunca perdeu uma final.

Ninguém merecia mais do que ele dar nome ao nosso estádio. 

Não à toa, o dia 16 de maio foi escolhido para ser o dia do Botafogo.

E, merecidamente, é seu rosto que aparece na bandeira da foto oficial do título Carioca, tirada ontem, dia 16/05/18, cuja soma dos números é 21.

Obrigada, Nilton Santos.

terça-feira, 1 de maio de 2018

A justiça tarda mas não falha

Os bons ventos da mudança enfim chegaram a General Severiano.

Não sabemos ao certo como ou quando isso aconteceu, nem se o espírito de Biriba entrou em campo para reverter o pessimismo enraizado desde que Carlito Rocha dava nós nas cortinas para que as tais coisas que só acontecem ao Botafogo não passassem de meras assombrações da madrugada, mas o fato é que a sorte está a nosso favor.

Apesar da onda geral de otimismo que, às pressas, se instaurou no clube, não se fala sobre sorte.

Isto porque a tradicional superstição alvinegra decretou, em pacto silencioso, que falar sobre sorte causa má sorte.

Não poderia dizer que acho isso uma grande besteira, muito menos que não me atreveria a apagar este post caso a situação subitamente se revertesse.

Mas também não posso fingir que não existe nada. 

Existe alguma coisa. 

Ainda que não saibamos o que, nem como, nem por quanto tempo, o fato é que já não somos os mesmos desde que Carli estufou as redes aos 49 minutos do segundo tempo naquele domingo, dia 8 de abril, fato que culminou na conquista do nosso 21º título carioca. 

E lá estava ele outra vez, o número 21, como um divisor de águas para alimentar nossa superstição.

Três rodadas do Brasileirão até agora, e em duas delas, chegamos ao gol nos acréscimos - em que pese o fato de que o último deles foi resultado de um momento sublime, para não dizer único, de inspiração do nosso lateral-esquerdo. Depois disso, nem minha ausência de crenças religiosas será um impeditivo à desconfiança de que os craques do passado estão olhando por nós, ou mesmo saindo das paredes do túnel do tempo e dando umas voltinhas por General Severiano.

Para quem viu o Botafogo conquistar, com ampla vantagem, o título de mais azarado da década, parece estranho perceber que os ventos andam mudando de direção. 

Isso porque poderíamos até mesmo ter sido campeões brasileiros em 2013, não fossem todos os gols que tomamos nos acréscimos e todas as incontáveis bolas que chutamos na trave. Para não falar sobre outros campeonatos ou outros anos...

A justiça tarda mas não falha. 

Os próximos capítulos, os deixaremos nas mãos dos Deuses do Futebol - nestes, sim, eu acredito.

domingo, 29 de abril de 2018

Porque sempre acreditamos que tudo será diferente

CAMPEÃO CARIOCA 2018!!!

Para os torcedores que, assim como eu, começaram o ano desacreditados, essa conquista teve um peso ainda maior. 


Depois da frustração de não termos nos classificado para a Libertadores, perdendo a vaga depois de um ano cheio de esperanças e quando nossa partida já estava encerrada, 2018 começou meio sem cores para todo torcedor alvinegro.

E como não citar - ainda que nos revolte lembrar - a eliminação precoce da Copa do Brasil pela Aparecidense? 

No dia seguinte, quando amanheceu na cidade do Rio de Janeiro, o céu já não era tão azul e a grama já não era tão verde para quem carregava uma estrela solitária no peito. 

Mas quem precisa do colorido quando o preto e branco, juntos, estampados nas nossas salas, quartos, camisas, toalhas ou mesmo naquele brilho que ainda resta no esperançoso olhar alvinegro, não se cansam de (re)afirmar a paixão pela alegria e pela tragédia tão características daquele que, dentre tantos outros, recebeu a designação de Glorioso?

O Botafogo não é para os fracos nem para os mornos. É, sim, para os loucos, apaixonados, furiosos, alucinados, intensos, exorbitantes, exagerados, inimagináveis. 

E porque sempre acreditamos que tudo será diferente, até que a história se repita e se repita, nós resolvemos acreditar mais uma vez.

Acreditar em 2018. Acreditar em Mufarrej, em Valentim, em um time com três volantes, em singulares acasos ou inenarráveis golpes de sorte. Se fosse para pensar que tudo daria errado, não estaríamos aqui nem vestiríamos esta camisa - nós guardaríamos nossas lágrimas para uma vida menos passional.

Mas o futebol, meus amigos, é emoção das brabas. O Botafogo, então...

Não nascemos para segurar o riso ou conter o choro. Não saímos do estádio sem rouquidão na voz. Não sobrevivemos a um campeonato sem ataques de taquicardia e suor frio. Tudo na vida tem um custo e uma recompensa; o custo é saber que a derrota e a decepção fazem parte do futebol. A recompensa, esta só o verdadeiro botafoguense será capaz de entender.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

V E X A M E ! ! !

O que aconteceu ontem superou tudo de vergonhoso que o Botafogo já viveu na sua gloriosa (?) historia. 

Uma derrota para um time da Serie D que ninguém conhecia e a desclassificação vexatória num jogo único onde ate o empate nos favorecia não pode ficar impune. 

Nunca fui de cornetar e sempre me guiei pelos princípios da civilidade mesmo nas mais adversas situações. 

Defendi essa administração por cuidar das nossas combalidas finanças, mas agora não tem como não protestar e dar razão àqueles que usam a internet para expressar sua revolta com a turma do CEP/Mufarrej. 

Eles alegam que não temos dinheiro, mas a Chapecoense também não tem e está mais um ano na Libertadores. 

Também falam que a nossa dívida é milionária, mas o Corinthians também deve até mais que a gente e não tem nem como pagar o estadio construído não se sabe como e ganhou mais um Brasileiro contra os endinheirados Palmeiras, framengo e Atlético Mineiro.

Sim, acabou o amor, esses velhacos precisam vazar do nosso Botafogo. 

Como diz o ditado, o barato sai caro. 

Ao economizar em contratações de jogadores e principalmente de um treinador qualificado deixaremos de ganhar uma fortuna, mesmo que não chegássemos à final, bastando apenas que passássemos por times como, com todo o respeito, a Aparecidense. 

O Botafogo precisa de pelo menos um, eu disse um, jogador que imponha respeito aos adversários, e não e o Kieza que vai amedontrar os nossos rivais. 

E um treinador como esse nunca nem deveria ter sido cogitado para assumir a vaga do Everest. 

Não se trata de dizer agora que não vão tomar nenhuma atitude de cabeça quente. 

É obrigatória a demissão desse tal de "Tigrão" e a contratação de um treinador de verdade. 

Mesmo tendo o clássico contra o nosso maior rival nesse sábado, essa diretoria não pode manter o treinador. 

Com ele, o risco de tomarmos uma goleada histórica eémuito maior do que sem ele. 

De hoje em diante, tiro meu apoio a essa diretoria, mas meu amor pelo Botafogo continua intacto, afinal sou um dos escolhidos. 

Saudações Alvinegras!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Para Jair sabendo: a maldição alvinegra é maior que o Everest

Não poderia iniciar o post de outra forma senão com estas palavras: estou indignada.

Logo eu, que apoiei Jair Ventura do início ao fim. Mesmo depois que a Chapecoense, com um time reconstruído do zero em um ano, levou nossa vaga da Libertadores com um gol no último lance da partida, eu estava lá para dizer: vejam bem, não é culpa do Jair, ele fez o melhor com o elenco limitado que possuía.

Se me incomodou sua declaração de que a classificação para a Libertadores em 2017 seria, para o Botafogo, algo semelhante a escalar o Everest, tendo em vista que nosso clube nunca havia disputado a competição por dois anos seguidos?

Sim, me incomodou muito. Foi o maior exemplo do "pensar pequeno" de nosso ex-treinador. 

Entretanto, continuei insistindo em ver o lado bom. Chegamos muito perto de conquistas importantes em 2017 com um elenco que, de fato, não tinha estrelas, mas tinha raça e honrava a camisa.

A camisa que seu pai, Jair Everest, vestiu 413 vezes, marcando 186 gols. 

Pensei que você se orgulhava disso. Achei mesmo que não fosse sair do Botafogo agora. Afinal, poderia existir ligação maior com o clube do que ser filho de seu maior ídolo vivo? Não menos importante do que isso é a pergunta que preciso lhe fazer: quem era você antes da oportunidade de treinar o Botafogo? 

Por acreditar cegamente que, apesar de algumas declarações infelizes, Jair era tão torcedor do Glorioso quanto eu, vejo que o defendi mesmo quando ele não merecia mais. Não apenas eu, mas boa parte da torcida. Enquanto a mídia o endeusava, o Botafogo se afundava no Brasileirão, complicando o que parecia simples, ao perder jogos em casa para times que lutavam contra o rebaixamento. 

Nós vimos isso acontecer, não vimos? 

Sabíamos o final da história, não sabíamos?

Sim, pois já a havíamos vivido inúmeras vezes.

Mas, porque acreditamos que um dos maiores méritos de Jair era manter o grupo unido o bastante para superar todas as adversidades, fomos novamente surpreendidos. Falta de comprometimento, desculpas esfarrapadas facilmente contestáveis e apequenamento de uma instituição do tamanho do Botafogo, com declarações tais quais a do Everest, estavam aí para quem quisesse abrir os olhos.

Enquanto tudo isso acontecia, nós fechamos os olhos, porque afinal "Jair Ventura levou o Botafogo às estrelas em 2017 ", diziam os comentaristas. Fomos condicionados a acreditar, ainda que inconscientemente, que o Botafogo já havia ido muito longe no ano passado e que a vaga na Libertadores seria mesmo um feito inédito.

Então, o "deus" Jair nos deixou a ver as tais estrelas e foi encontrar os Santos. E nós dissemos apenas: "obrigada, Jair!"

O que não sabíamos, e que nos foi revelado agora, é que Jair Everest nunca foi botafoguense. Podem ficar boquiabertos, pois ele é molambo! 

Um vídeo antigo divulgado agora mostra a revelação. Ao ser questionado sobre isso, Jair respondeu, com um risinho frouxo: "ainda bem que eu saí do Botafogo".

Não foi difícil juntar as peças do quebra-cabeça. A admiração e o agradecimento, já nitidamente abalados depois do vexame da última rodada de 2017, desceu pelo ralo. 

Pois bem, Jair Everest, eu não sei se você conhece - acredito que não, tendo em vista que nunca foi torcedor do clube -, mas muito se costuma falar sobre a maldição alvinegra. Pode ter certeza de que ela jamais falha, e não duvide nem por um segundo de sua capacidade de alcançar o céu e o inferno - ou o Everest, como preferir. Portanto, é bom Jair se preparando!

Voltei

Depois do último episódio do interminável seriado "tem coisas que só acontecem com o Botafogo", exibido na última rodada do Brasileirão 2017, quando perdemos a vaga da Libertadores após o apito final, com gols nos últimos minutos dos jogos da Chapecoense e do Atlético-MG, tive que tirar umas férias de futebol.

Sim, sofri muito em 2017.

Certa vez, li num desses manuais de auto-ajuda: "quem não se ilude, não se decepciona". 

Pois bem, eu me iludi. Acreditei que 2017 seria diferente. Mantive o sonho vivo em meu coração sem medo de me despedaçar e levei a esperança até o último suspiro. Até a última lágrima. Revivi, em pensamentos, um futuro sonhado tantas vezes que quase acreditei que, de fato, escalei o mastro da bandeira e fechei o túnel de General Severiano, com o rosto pintado de preto e branco, comemorando um título inédito. 

Ah, doce ilusão!

Quando perdemos a vaga da Libertadores depois de 6 derrotas em 7 jogos, fiquei meia hora em silêncio com os olhos fixos na parede. Entendi que precisava de um momento de luto e, na solidão da desclassificação vergonhosa, percebi, mais uma vez, que não podia acreditar demais no Botafogo. Nunca!

Passei uma semana sem vestir a camisa alvinegra e um mês sem ler notícias relacionadas a futebol. Estava com o coração partido. 

Voltei com o rabo entre as pernas porque, apesar de tudo, o meu amor pelo Botafogo é e sempre será incondicional.

E que venha 2018. 

Dessa vez, aprendi que não devo esperar nada. Como gloriosa apaixonada que sou, minha única função é apoiar até o fim. 

Quando não houver mais forças, eu estarei lá. Sempre!

Porque fui escolhida. Não nego, não resisto e, enquanto meu sangue correr pelas veias, pode ter certeza de que ele será alvinegro.

sábado, 18 de novembro de 2017

Tudo tem um limite

Três derrotas seguidas em casa, todas para times que estão abaixo na tabela de classificação, uma delas para o lanterna e virtual rebaixado, queda vertiginosa de rendimento de varios jogadores, vaga na Libertadores, que estava praticamente assegurada, incerta, e o clima da eleição a ser realizada no proximo sábado, onde farpas continuam sendo lancadas entre os candidatos, formaram um composto de teor altamente explosivo mesmo depois de um ano em que o clube, embora não tenha ganhado absolutamente nada, teve desempenho mais que satisfatório nas competicoes que disputou, trazendo a torcida de volta aos estádios e aumentando estratosfericamente o número de socios-torcedores.

Nota-se o sentimento de frustração que tomou conta do torcedor alvinegro depois da expectativa de conseguir um título de expressão depois de 22 anos, e todos os planos e sonhos que tínhamos desde que, heroicamente, fomos eliminando campeão apos campeão na Libertadores parece que se desintegraram como um asteróide que invade nossa atmosfera.

Mas mesmo com todo esse panorama de tragedia grega nao podemos admitir que um grupo de torcedores faça o que fizeram hoje no Estadio Nilton Santos.

Porque torcedor de verdade, que sofre, chora e se desespera nas derrotas, esse torcedor, depois de derramar as últimas lagrimas, volta a apoiar o clube e torcer tanto ou mais do que torcia antes.

Porque torcedor de verdade nao destrói o patrimonio do clube, nao invade estádio nem chuta o carro de nenhum jogador, mesmo daqueles que tenham feito gestos enigmáticos ou ofensivos a torcida.

Isso se chama civilidade.

O bando que invadiu o nosso estádio hoje infelizmente faz parte de uma população que perdeu a noção de civilidade,  e tudo tem relação com o momento por que passa o Brasil, onde as leis são desrespeitadas por aqueles que mais deveriam preserva-las.

Num país onde a própria Constituição é rasgada para que se consolide a tomada do poder, não se pode esperar comportamento diferente do seu próprio povo.

Nós, os verdadeiros torcedores, cantamos assim:

VAMOS, VAMOS, VAMOS BOTAFOGO
CLUBE QUE E MAIS TRADICIONAL
QUERO TE VER CAMPEAO DE NOVO
VOU TE APOIAR ATE O FINAL

Saudações Alvinegras!




domingo, 24 de setembro de 2017

Algumas imagens dessa Libertadores

Pra gente não esquecer nunca! 

Viver um sonho, cantar, gritar, sujar o cabelo de cerveja, sentir o coração apertar até não aguentar mais, rezar mesmo quando não se acredita em nada, chorar de alegria e desejar ter nascido mil vezes novamente, só para poder amar o Botafogo em mil vidas diferentes! 

Esse sentimento ninguém entende.


















quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O sonho (não) acabou

Estamos eliminados da Libertadores.

Para muitos - como eu, que acreditei que este ano levaríamos um título de peso -, essa verdade, agora imutável, pode doer incansavelmente no lugar mais profundo da alma.

E vai continuar doendo por um tempo.

Ninguém gosta de perder. Muito menos quando se pode olhar para trás e ter certeza de que não se fez menos do que uma campanha brilhante, principalmente quando se leva em conta as restrições orçamentárias do nosso clube desde a saída do pior presidente da história.

Mas, desde que Omissão se foi, muita coisa mudou para melhor.

A confiança, que se encontrava perdida entre repetidas tragédias na Copa do Brasil e episódios dignos de um legítimo cavalo paraguaio no Brasileiro, retornou com tudo desde que um time limitado, porém muito raçudo, conquistou uma vaga na Libertadores 2017 a despeito de todas as previsões que o apontavam como favorito ao rebaixamento.

Triplicamos o número de sócios torcedores e chegamos à marca de 34 mil, em um período de intensa e apaixonada sinergia entre clube e torcida que há muito tempo não se via.

Com muito menos dinheiro do que os outros brasileiros que conquistaram uma vaga na Libertadores, mas com um treinador que soube valorizar o coletivo e transformar um elenco sem estrelas num time de heróis, o Botafogo fez muito mais em 2017 do que qualquer um poderia imaginar.

Semifinais da Copa do Brasil e quartas de final da Libertadores não valem o título, é verdade. Porém, valem a certeza de que saímos das cinzas e estamos no caminho certo para um futuro glorioso.

Principalmente porque saímos dessa Libertadores jogando um futebol mais cativante do que o time que se classificou para a semifinal. Enquanto todos nos apontavam como presa fácil para o Grêmio na Arena, o suor dos nossos jogadores por muito pouco, muito pouco mesmo, não nos trouxe a classificação. Contra um Grêmio muito inferior àquele endeusado pela mídia, fizemos o nosso melhor jogo da competição e calamos 40 mil pessoas vestidas de azul e preto.

Infelizmente, o futebol é um esporte no qual nem sempre vence o melhor. Talvez isso o torne tão fantástico e, certas vezes, tão doloroso.

Caímos, mas com a certeza de que jogamos muito e fizemos tudo o que estava a nosso alcance. O sonho não acabou, apenas foi adiado para o ano que vem.

Parabéns a todos os heróis e ao comandante Jair Ventura que, com muita raça, nos trouxeram até aqui. Tenho muito orgulho deste Botafogo, o melhor que vi jogar em muito tempo.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

21 anos depois


Se o número 21 assumiu, desde o gol de Mauricio em 1989, uma designação cabalística por parte dos alvinegros supersticiosos - nos quais eu me incluo-, aquela não seria a última vez em que o Botafogo e o 21 se encontrariam na história.

Isso porque, coincidentemente - ou não - 21 anos depois da última vez em que o Glorioso se classificou às oitavas de final da Taça Libertadores - em 1996, após a conquista do Campeonato Brasileiro no ano anterior -, ele conquistou novamente esse feito na quinta-feira passada.

Um time que a imprensa futebolística altamente tendenciosa acreditava que estaria na série B em 2017.

Que, quando arrancou no campeonato brasileiro do ano passado, disseram que nadaria e morreria na praia. E, após a heroica classificação para a Libertadores, julgavam eliminado pelo Colo-Colo ou, se tivesse muita sorte, pelo Olimpia.

Pois, caso o Botafogo se classificasse para a fase de grupos - algo em que não acreditavam nem para os menos parciais da flapress -, ele não passaria dali. Estava decretado. Não havia chances de o alvinegro chegar às oitavas, pois ele não seria capaz de eliminar 4 campeões de Libertadores.

E hoje eu estou rindo.

Rindo MUITO!

Porque o Botafogo provou pra todo mundo que não precisa provar nada pra ninguém. Nós nos reerguemos das cinzas da série B para a glória à qual remete nosso apelido - e que inspirou nosso belo mosaico da classificação.

E que venham as oitavas! 

Em tempo: não é hora de criticar o elenco. É certo que temos limitações, mas esse time já demonstrou que as supera com raça e amor à camisa. Jogadores de nível excepcional qualquer clube endinheirado pode comprar, mas a nossa raça é difícil de se ver. Não duvidem que ela pode nos conduzir ao título.

domingo, 23 de abril de 2017

O adeus ao Carioca e a saga dos nossos titulares

Hoje pela manhã, quando soube que Jair entraria em campo com todos os titulares, pensei que isso era um grande erro.

E acho que estava certa. 

Independentemente do resultado, o que pesava era a maratona de jogos decisivos que temos pela frente.

Na quarta-feira, pegamos o Sport, em casa, pelo primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil. Na outra terça-feira, o jogo mais importante da temporada, que pode garantir nossa classificação às oitavas da Libertadores, contra o Barcelona-EQU. 

Isso depois de termos encarado, há menos de três dias, o próprio Barcelona no Equador, em uma viagem extremamente desgastante de dez horas com conexão na Colômbia. Foram, na verdade, duas viagens seguidas, uma vez que, uma semana antes, nossos titulares passaram muitos dias em Medellin antes da vitória heroica contra o Atlético Nacional. 

Tendo chegado ao Rio ontem pela manhã, estava claro que nosso time titular não se encontrava em condições físicas ideais para disputar uma semifinal de Carioca contra os mulas. Além de riscos de lesões - em que pese o fato de estarmos sempre "bichados"-, não parecia correto desviar o foco de duas competições tão importantes como a Libertadores e a Copa do Brasil. 

Por que Jair não colocou hoje os reservas, que por diversas vezes não nos decepcionaram? Muito menos desgastados, tenho certeza de que dariam o melhor de si. 

Verdade seja dita: nossos titulares também tiveram raça e lutaram até o fim, mas era nítido seu cansaço físico. Ainda assim, estão de parabéns. 

E que venham as oitavas - da Copa do Brasil e da Libertadores!