Estamos eliminados da Libertadores.
Para muitos - como eu, que acreditei que este ano levaríamos um título de peso -, essa verdade, agora imutável, pode doer incansavelmente no lugar mais profundo da alma.
E vai continuar doendo por um tempo.
Ninguém gosta de perder. Muito menos quando se pode olhar para trás e ter certeza de que não se fez menos do que uma campanha brilhante, principalmente quando se leva em conta as restrições orçamentárias do nosso clube desde a saída do pior presidente da história.
Mas, desde que Omissão se foi, muita coisa mudou para melhor.
A confiança, que se encontrava perdida entre repetidas tragédias na Copa do Brasil e episódios dignos de um legítimo cavalo paraguaio no Brasileiro, retornou com tudo desde que um time limitado, porém muito raçudo, conquistou uma vaga na Libertadores 2017 a despeito de todas as previsões que o apontavam como favorito ao rebaixamento.
Triplicamos o número de sócios torcedores e chegamos à marca de 34 mil, em um período de intensa e apaixonada sinergia entre clube e torcida que há muito tempo não se via.
Com muito menos dinheiro do que os outros brasileiros que conquistaram uma vaga na Libertadores, mas com um treinador que soube valorizar o coletivo e transformar um elenco sem estrelas num time de heróis, o Botafogo fez muito mais em 2017 do que qualquer um poderia imaginar.
Semifinais da Copa do Brasil e quartas de final da Libertadores não valem o título, é verdade. Porém, valem a certeza de que saímos das cinzas e estamos no caminho certo para um futuro glorioso.
Principalmente porque saímos dessa Libertadores jogando um futebol mais cativante do que o time que se classificou para a semifinal. Enquanto todos nos apontavam como presa fácil para o Grêmio na Arena, o suor dos nossos jogadores por muito pouco, muito pouco mesmo, não nos trouxe a classificação. Contra um Grêmio muito inferior àquele endeusado pela mídia, fizemos o nosso melhor jogo da competição e calamos 40 mil pessoas vestidas de azul e preto.
Infelizmente, o futebol é um esporte no qual nem sempre vence o melhor. Talvez isso o torne tão fantástico e, certas vezes, tão doloroso.
Caímos, mas com a certeza de que jogamos muito e fizemos tudo o que estava a nosso alcance. O sonho não acabou, apenas foi adiado para o ano que vem.
Parabéns a todos os heróis e ao comandante Jair Ventura que, com muita raça, nos trouxeram até aqui. Tenho muito orgulho deste Botafogo, o melhor que vi jogar em muito tempo.
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
segunda-feira, 22 de maio de 2017
21 anos depois
Se o número 21 assumiu, desde o gol de Mauricio em 1989, uma designação cabalística por parte dos alvinegros supersticiosos - nos quais eu me incluo-, aquela não seria a última vez em que o Botafogo e o 21 se encontrariam na história.
Isso porque, coincidentemente - ou não - 21 anos depois da última vez em que o Glorioso se classificou às oitavas de final da Taça Libertadores - em 1996, após a conquista do Campeonato Brasileiro no ano anterior -, ele conquistou novamente esse feito na quinta-feira passada.
Um time que a imprensa futebolística altamente tendenciosa acreditava que estaria na série B em 2017.
Que, quando arrancou no campeonato brasileiro do ano passado, disseram que nadaria e morreria na praia. E, após a heroica classificação para a Libertadores, julgavam eliminado pelo Colo-Colo ou, se tivesse muita sorte, pelo Olimpia.
Pois, caso o Botafogo se classificasse para a fase de grupos - algo em que não acreditavam nem para os menos parciais da flapress -, ele não passaria dali. Estava decretado. Não havia chances de o alvinegro chegar às oitavas, pois ele não seria capaz de eliminar 4 campeões de Libertadores.
E hoje eu estou rindo.
Rindo MUITO!
Porque o Botafogo provou pra todo mundo que não precisa provar nada pra ninguém. Nós nos reerguemos das cinzas da série B para a glória à qual remete nosso apelido - e que inspirou nosso belo mosaico da classificação.
E que venham as oitavas!
Em tempo: não é hora de criticar o elenco. É certo que temos limitações, mas esse time já demonstrou que as supera com raça e amor à camisa. Jogadores de nível excepcional qualquer clube endinheirado pode comprar, mas a nossa raça é difícil de se ver. Não duvidem que ela pode nos conduzir ao título.
domingo, 23 de abril de 2017
O adeus ao Carioca e a saga dos nossos titulares
Hoje pela manhã, quando soube que Jair entraria em campo com todos os titulares, pensei que isso era um grande erro.
E acho que estava certa.
Independentemente do resultado, o que pesava era a maratona de jogos decisivos que temos pela frente.
Na quarta-feira, pegamos o Sport, em casa, pelo primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil. Na outra terça-feira, o jogo mais importante da temporada, que pode garantir nossa classificação às oitavas da Libertadores, contra o Barcelona-EQU.
Isso depois de termos encarado, há menos de três dias, o próprio Barcelona no Equador, em uma viagem extremamente desgastante de dez horas com conexão na Colômbia. Foram, na verdade, duas viagens seguidas, uma vez que, uma semana antes, nossos titulares passaram muitos dias em Medellin antes da vitória heroica contra o Atlético Nacional.
Tendo chegado ao Rio ontem pela manhã, estava claro que nosso time titular não se encontrava em condições físicas ideais para disputar uma semifinal de Carioca contra os mulas. Além de riscos de lesões - em que pese o fato de estarmos sempre "bichados"-, não parecia correto desviar o foco de duas competições tão importantes como a Libertadores e a Copa do Brasil.
Por que Jair não colocou hoje os reservas, que por diversas vezes não nos decepcionaram? Muito menos desgastados, tenho certeza de que dariam o melhor de si.
Verdade seja dita: nossos titulares também tiveram raça e lutaram até o fim, mas era nítido seu cansaço físico. Ainda assim, estão de parabéns.
E que venham as oitavas - da Copa do Brasil e da Libertadores!
E acho que estava certa.
Independentemente do resultado, o que pesava era a maratona de jogos decisivos que temos pela frente.
Na quarta-feira, pegamos o Sport, em casa, pelo primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil. Na outra terça-feira, o jogo mais importante da temporada, que pode garantir nossa classificação às oitavas da Libertadores, contra o Barcelona-EQU.
Isso depois de termos encarado, há menos de três dias, o próprio Barcelona no Equador, em uma viagem extremamente desgastante de dez horas com conexão na Colômbia. Foram, na verdade, duas viagens seguidas, uma vez que, uma semana antes, nossos titulares passaram muitos dias em Medellin antes da vitória heroica contra o Atlético Nacional.
Tendo chegado ao Rio ontem pela manhã, estava claro que nosso time titular não se encontrava em condições físicas ideais para disputar uma semifinal de Carioca contra os mulas. Além de riscos de lesões - em que pese o fato de estarmos sempre "bichados"-, não parecia correto desviar o foco de duas competições tão importantes como a Libertadores e a Copa do Brasil.
Por que Jair não colocou hoje os reservas, que por diversas vezes não nos decepcionaram? Muito menos desgastados, tenho certeza de que dariam o melhor de si.
Verdade seja dita: nossos titulares também tiveram raça e lutaram até o fim, mas era nítido seu cansaço físico. Ainda assim, estão de parabéns.
E que venham as oitavas - da Copa do Brasil e da Libertadores!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Sonho ou realidade: Botafogo mantém ascensão e mais uma vez cala os críticos
Não caros botafoguenses, não é mais um sonho, estamos na fase de grupos da Libertadores.
O que significa mais do que ter ficado em quinto lugar no Brasileirão passado porque tivemos que derrubar 2 gigantes em 2 semanas no começo da temporada.
E como não poderia ser diferente com doses de sofrimento, tensão e fé mas também com muita competência, dedicação e confiança, sem as quais o objetivo tornar-se-ia talvez inatingível.
E, com isso, mais uma vez faz-se a pergunta: porque que tem que ser assim?
Porque é nossa sina, somos heróis a cada jogo, não tem sentido o Botafogo existir sem isso.
"Porque (assim) é mais gostoso"
O que significa mais do que ter ficado em quinto lugar no Brasileirão passado porque tivemos que derrubar 2 gigantes em 2 semanas no começo da temporada.
E como não poderia ser diferente com doses de sofrimento, tensão e fé mas também com muita competência, dedicação e confiança, sem as quais o objetivo tornar-se-ia talvez inatingível.
E, com isso, mais uma vez faz-se a pergunta: porque que tem que ser assim?
Porque é nossa sina, somos heróis a cada jogo, não tem sentido o Botafogo existir sem isso.
"Porque (assim) é mais gostoso"
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
O último desafio dos primeiros
Hoje temos uma pedreira pela frente: o Olimpia, do Paraguai, no estádio Defensores del Chaco com mais de 30 mil ingressos vendidos.
A parte boa é que o 1x0 de ida nos garante a vantagem do empate ou da vitória com gols. Se fizermos um, eles terão que fazer três.
A parte ruim é que Montillo não vai jogar, nosso departamento físico tem se revelado uma verdadeira piada - por mais que se repita que a culpa é da sequencia de jogos, sabemos da verdade - e provavelmente entraremos em campo com apenas um atacante.
O Botafogo tem duas deficiências sérias no ataque. Faltam:
- Um jogador de velocidade, como Neilton (quem diria que ele faria falta!) ou Vitinho (será que um dia ele volta?)
- Um centroavante sério a la Loco Abreu em seus tempos áureos, que saiba se posicionar na área e subir mais alto que os zagueiros adversários
No meio campo, a maior deficiência é a ausência de um meia armador de grande qualidade, uma vez que Montillo - aposta da diretoria para grande craque da temporada - não mostrou ainda a que veio e Camilo tem demonstrado cada vez mais que é apenas um jogador mediano que teve uma boa fase.
Se não temos grandes armadores de jogada, a conexão do meio campo com o ataque se encontra seriamente comprometida.
No segundo jogo contra o Colo Colo, é verdade que dominamos o jogo; no entanto, esse domínio foi muito mais decorrente da inexpressividade deles em seu próprio estádio do que de jogadas do nosso time. Tivemos lances de gol, mas quem viu o jogo deve ter percebido que o Botafogo com três volantes e um atacante não funciona.
Simples: Apostar na retranca sem um jogador de velocidade, um matador na frente ou alguém capaz de fazer lançamentos geniais significa simplesmente que não seremos capazes de armar contra-ataques. Assim, o principal objetivo da retranca (defender-se bem e aproveitar-se da exposição alheia com jogadas rápidas) se vê seriamente comprometido.
É uma contradição em seus próprios termos.
Já na metade do segundo tempo no Chile, quando Jair apostou em três atacantes, ao menos ficamos mais ofensivos e mais eficientes. Num eventual contra-ataque, a bola chegava em alguém ao invés de se perder no meio do caminho.
Se eu fosse treinadora do Botafogo, entraria hoje com três atacantes e faria logo um gol, para apenas depois optar por uma eventual "retranca". Afinal, não dá pra contar que Camilo acertará um lançamento e, simultaneamente, Pimpão se posicionará de forma correta e acertará o gol, tendo em vista que ambos ocorrem com uma frequência não mais do que moderada.
Não se trata de não acreditar no time. Não é necessário ter o melhor time das Américas para vencer a Libertadores. É necessário ter inteligência para perceber nossos pontos fracos e fortes.
A parte boa é que o 1x0 de ida nos garante a vantagem do empate ou da vitória com gols. Se fizermos um, eles terão que fazer três.
A parte ruim é que Montillo não vai jogar, nosso departamento físico tem se revelado uma verdadeira piada - por mais que se repita que a culpa é da sequencia de jogos, sabemos da verdade - e provavelmente entraremos em campo com apenas um atacante.
O Botafogo tem duas deficiências sérias no ataque. Faltam:
- Um jogador de velocidade, como Neilton (quem diria que ele faria falta!) ou Vitinho (será que um dia ele volta?)
- Um centroavante sério a la Loco Abreu em seus tempos áureos, que saiba se posicionar na área e subir mais alto que os zagueiros adversários
No meio campo, a maior deficiência é a ausência de um meia armador de grande qualidade, uma vez que Montillo - aposta da diretoria para grande craque da temporada - não mostrou ainda a que veio e Camilo tem demonstrado cada vez mais que é apenas um jogador mediano que teve uma boa fase.
Se não temos grandes armadores de jogada, a conexão do meio campo com o ataque se encontra seriamente comprometida.
No segundo jogo contra o Colo Colo, é verdade que dominamos o jogo; no entanto, esse domínio foi muito mais decorrente da inexpressividade deles em seu próprio estádio do que de jogadas do nosso time. Tivemos lances de gol, mas quem viu o jogo deve ter percebido que o Botafogo com três volantes e um atacante não funciona.
Simples: Apostar na retranca sem um jogador de velocidade, um matador na frente ou alguém capaz de fazer lançamentos geniais significa simplesmente que não seremos capazes de armar contra-ataques. Assim, o principal objetivo da retranca (defender-se bem e aproveitar-se da exposição alheia com jogadas rápidas) se vê seriamente comprometido.
É uma contradição em seus próprios termos.
Já na metade do segundo tempo no Chile, quando Jair apostou em três atacantes, ao menos ficamos mais ofensivos e mais eficientes. Num eventual contra-ataque, a bola chegava em alguém ao invés de se perder no meio do caminho.
Se eu fosse treinadora do Botafogo, entraria hoje com três atacantes e faria logo um gol, para apenas depois optar por uma eventual "retranca". Afinal, não dá pra contar que Camilo acertará um lançamento e, simultaneamente, Pimpão se posicionará de forma correta e acertará o gol, tendo em vista que ambos ocorrem com uma frequência não mais do que moderada.
Não se trata de não acreditar no time. Não é necessário ter o melhor time das Américas para vencer a Libertadores. É necessário ter inteligência para perceber nossos pontos fracos e fortes.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Descanse em paz, Diego
Era para ser um post sobre a Libertadores, mas vai ficar para outro dia.
O que aconteceu ontem no nosso estádio não pode se repetir.
O botafoguense Diego Silva dos Santos, de 28 anos, foi mais uma vítima da violência no futebol. Marginais da torcida do flamengo, aproveitando-se da falta de policiamento para o clássico, chegaram com o intuito de matar. Não são torcedores, mas vândalos, estrupícios, seres que não merecem estar entre nós e que jamais compreenderão o que é espírito esportivo.
O pior é saber que Diego não foi o primeiro e nem será o último, pois os mais terríveis monstros habitam as torcidas organizadas do Brasil.
Como se não bastasse, no total foram 8 torcedores feridos e diversas cadeiras vandalizadas no setor sul.
O Botafogo bem quis cancelar o jogo por falta de policiamento, mas o presidente do rival afirmou que tudo não passava de um falso alarde e que tudo ocorreria bem. Enquanto isso, tiros eram ouvidos no entorno do estádio Nilton Santos e os marginais invadiam a entrada dos setores alvinegros com um único objetivo: matar, ferir, agredir.
Depois da vitória, o time do Mal ainda teve coragem de publicar uma zoação ao Botafogo em seu site oficial, ignorando completamente todo o ocorrido, o torcedor que perdeu a vida e outros que estão hospitalizados. Custava publicar uma nota de pesar e deixar a zoação para depois?
Se todos odeiam eles, não é porque têm "a maior torcida", como dizem, mas porque são todos marginais em maior ou menor grau, incapazes de se sensibilizar com a tragédia alheia. Tal como torcidas organizadas que chegam para matar, a diretoria do clube do urubu parece não apenas passar a mão na sua cabeça, mas também colocar uma vitória no futebol acima da vida e da morte.
O que aconteceu ontem no nosso estádio não pode se repetir.
O botafoguense Diego Silva dos Santos, de 28 anos, foi mais uma vítima da violência no futebol. Marginais da torcida do flamengo, aproveitando-se da falta de policiamento para o clássico, chegaram com o intuito de matar. Não são torcedores, mas vândalos, estrupícios, seres que não merecem estar entre nós e que jamais compreenderão o que é espírito esportivo.
O pior é saber que Diego não foi o primeiro e nem será o último, pois os mais terríveis monstros habitam as torcidas organizadas do Brasil.
Como se não bastasse, no total foram 8 torcedores feridos e diversas cadeiras vandalizadas no setor sul.
O Botafogo bem quis cancelar o jogo por falta de policiamento, mas o presidente do rival afirmou que tudo não passava de um falso alarde e que tudo ocorreria bem. Enquanto isso, tiros eram ouvidos no entorno do estádio Nilton Santos e os marginais invadiam a entrada dos setores alvinegros com um único objetivo: matar, ferir, agredir.
Depois da vitória, o time do Mal ainda teve coragem de publicar uma zoação ao Botafogo em seu site oficial, ignorando completamente todo o ocorrido, o torcedor que perdeu a vida e outros que estão hospitalizados. Custava publicar uma nota de pesar e deixar a zoação para depois?
Se todos odeiam eles, não é porque têm "a maior torcida", como dizem, mas porque são todos marginais em maior ou menor grau, incapazes de se sensibilizar com a tragédia alheia. Tal como torcidas organizadas que chegam para matar, a diretoria do clube do urubu parece não apenas passar a mão na sua cabeça, mas também colocar uma vitória no futebol acima da vida e da morte.
domingo, 11 de dezembro de 2016
Prova de FOGO
Antes de a semana começar, qualquer botafoguense de verdade sabia que, para ver seu time na Libertadores em 2017, era necessário que pelo menos uma das três coisas abaixo ocorresse:
- O Galo fosse o campeão da Copa do Brasil, transformando o G-6 em G-7
- O Botafogo ganhasse do Grêmio em Porto Alegre
- O Corinthians não vencesse o Cruzeiro em Belo Horizonte
Pois bem, a semana passou e a primeira das oportunidades não ocorreu. Torcemos pelo Atlético-MG como se fosse o próprio Botafogo, mas infelizmente quem levou a Copa do Brasil foi o Grêmio.
Hoje, chegou a hora do time de Jair Ventura, que só funcionou longe do protagonismo, mostrar a que veio.
É a prova de fogo do Botafogo em 2016.
Se, depois de não vencermos em casa nem Coritiba, nem Chapecoense, nem Ponte Preta, também não formos capaz de superar um Grêmio reserva e sem técnico, faremos novamente história como cavalos paraguaios. Seremos sacaneados por todos.
Se não vencermos hoje, dependeremos da boa vontade de um Cruzeiro sem perspectivas contra um Corinthians esperançoso.
Chegou a hora de mostrar quem é o Botafogo.
Nós somos grandes, nós somos gigantes, nós somos os futuros campeões da América.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Força, Chape!
Era uma vez um clube alviverde que nasceu em 1973 na pequena cidade de Chapecó, em Santa Catarina, onde hoje moram 200 mil habitantes.
Um clube que já havia vencido poucos campeonatos catarinenses e passado por uma crise que quase o fez fechar as portas quando, em 2014, tornou-se conhecido no futebol brasileiro ao disputar a série A pela primeira vez.
Muitos não acreditaram em sua força e apostaram que faria uma das piores campanhas de todos os tempos e nunca mais retornaria à elite. Eu fui uma dessas pessoas.
Porém, após a permanência na série A sem grandes problemas no ano de 2014, o que se falava era que esse clube já tinha feito história, por ter subido da série D à série A em poucos anos sem jamais sofrer uma queda em qualquer uma dessas séries. Uma ascensão notável e impressionante.
Não demorou para que a Chapecoense se tornasse a queridinha do futebol nacional.
Com as cores da paz e da esperança, o clube despertou muitos admiradores no futebol e nenhum inimigo.
Uma história de sucesso que, gradativamente, impressionou o futebol brasileiro e veio a encontrar seu auge em 2016, depois do título catarinense, a excelente campanha no Campeonato Brasileiro e a chegada à final da Copa Sul-Americana.
Não havia dúvidas de que o Brasil todo torceria pela Chapecoense na final contra o Atlético Nacional de Medellin. Esse era o jogo mais importante da história da querida "Chape", como foi apelidada. Era a primeira final internacional em 43 anos de história, o que parecia um feito impressionante para um clube pequeno e sem muitos recursos.
Eles conseguiram. Eles foram guerreiros, deram seu sangue em campo e foram coroados com a classificação histórica. A Chape vivia um sonho e tinha todos os motivos do mundo para se orgulhar. Não à toa o treinador Caio Jr, que já esteve no Botafogo, disse no domingo: "Se morresse amanhã, morreria feliz".
Mas o que aconteceu em seguida me fez acreditar que os deuses do futebol não olham por nós. Talvez não haja qualquer ser divino a nos guiar, pois nem o pior dos demônios tramaria algo tão trágico com um clube tão humilde e merecedor como a Chapecoense.
O sonho virou tragédia.
O mundo não é justo. Não, não, não, não há como se acreditar em justiça quando, de uma hora para outra, 71 pessoas perdem a vida a caminho de um sonho. Se a justiça reinasse nesse mundo, jamais seria a Chapecoense a escolhida.
O episódio seria trágico qualquer que fosse o clube, ou mesmo se fosse um acidente aéreo comum, mas simplesmente não entendo: por que escolheram justo a Chape? Por quê? Por que justo agora, no momento mais importante da sua história?
Gostaria que alguém respondesse, mas não há resposta. É injusto. É muito injusto.
E se o goleiro Danilo não tivesse feito aquela defesa no final do jogo da semifinal que deu a classificação ao time? Eles não cantariam em coro no vestiário "Vamos, vamos, Chape!", mas provavelmente estariam vivos.
E se o goleiro Danilo não tivesse feito aquela defesa no final do jogo da semifinal que deu a classificação ao time? Eles não cantariam em coro no vestiário "Vamos, vamos, Chape!", mas provavelmente estariam vivos.
Às vítimas, que descansem em paz. Às famílias, que encontrem algum tipo de consolo e fiquem bem. Ao clube, que a recuperação venha seguida de uma história de glória.
Além do Botafogo, agora torço para mais dois times: Chapecoense e Atlético Nacional de Medellin.
Para a primeira, porque como não torcer depois de tudo? Para o segundo, por ter mostrado que é um GIGANTE em sua nobre atitude de abdicar do título para entregá-lo à Chape.
Não há palavras para descrever a dor. O futebol está de luto. Mais do que um clube, eram pessoas com uma vida inteira pela frente.
Que a Chape encontre na tragédia, o conforto; no pesadelo, a esperança; na tristeza, a força. E que o tempo tenha piedade e a coloque novamente na trajetória do sucesso, para que, no futuro, possamos olhar seu escudo e recordar como ela teve que ser forte para superar tudo.
Chape, você fez história. Você já é um dos grandes. Por você, nossos corações são hoje inteiramente alviverdes.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Derrota e Libertadores
Tem dias que tudo da errado.
Hoje foi um deles.
A Chapecoense jogou no nosso erro e nao foi por falta de aviso.
Jair Ventura ja havia dito isso antes, mas isso nao foi suficiente para nos alertar.
Depois de uma sequencia de vitorias, uma derrota nao pode nos afetar.
Sim, perdemos para uma equipe inferior e dentro da nossa "casa" ou nossa Arena mas isso teria que acontecer um dia, ninguem e invencivel em casa, nem mesmo o Boca Juniors na Bombonera, onde ja perdeu ate para o Payssandu.
Mesmo com a derrota continuamos em uma boa posicao, e certo que poderiamos ter praticamente garantido nossa classificacao hoje porque os adversarios tambem vacilaram, enfim, vida que segue, vejo a Libertadores logo ali.
Para os cornetas, aproveitem esse momento porque nao terao muitas oportunidades de se manifestarem e da-lhe Fogo!
Hoje foi um deles.
A Chapecoense jogou no nosso erro e nao foi por falta de aviso.
Jair Ventura ja havia dito isso antes, mas isso nao foi suficiente para nos alertar.
Depois de uma sequencia de vitorias, uma derrota nao pode nos afetar.
Sim, perdemos para uma equipe inferior e dentro da nossa "casa" ou nossa Arena mas isso teria que acontecer um dia, ninguem e invencivel em casa, nem mesmo o Boca Juniors na Bombonera, onde ja perdeu ate para o Payssandu.
Mesmo com a derrota continuamos em uma boa posicao, e certo que poderiamos ter praticamente garantido nossa classificacao hoje porque os adversarios tambem vacilaram, enfim, vida que segue, vejo a Libertadores logo ali.
Para os cornetas, aproveitem esse momento porque nao terao muitas oportunidades de se manifestarem e da-lhe Fogo!
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Descanse em paz, Capita
No céu alvinegro, nenhuma estrela descansa solitária.
Hoje, aos 72 anos, Carlos Alberto Torres, o Capita, foi se unir a tantos grandes nomes como Garrincha, Nilton Santos, Didi, Carlito Rocha, Heleno de Freitas e Quarentinha.
Capitão na Copa do Mundo de 1970, treinador do Botafogo na conquista da Conmebol de 1993, sócio e torcedor do Glorioso. Essas são as muitas facetas deste que vai deixar saudades eternas no mundo do bom futebol.
Felizmente, eu e Kio tivemos a grande honra de trocar algumas palavras com Capita nas últimas eleições presidenciais do Botafogo, em 2014, quando ele - e nós, também - apoiava a chapa de Carlos Eduardo Pereira.
Hoje, aos 72 anos, Carlos Alberto Torres, o Capita, foi se unir a tantos grandes nomes como Garrincha, Nilton Santos, Didi, Carlito Rocha, Heleno de Freitas e Quarentinha.
Capitão na Copa do Mundo de 1970, treinador do Botafogo na conquista da Conmebol de 1993, sócio e torcedor do Glorioso. Essas são as muitas facetas deste que vai deixar saudades eternas no mundo do bom futebol.
Felizmente, eu e Kio tivemos a grande honra de trocar algumas palavras com Capita nas últimas eleições presidenciais do Botafogo, em 2014, quando ele - e nós, também - apoiava a chapa de Carlos Eduardo Pereira.
Descanse em paz, craque.
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
4 anos do nosso blog
Comemoramos, num momento muito especial para o nosso clube, o quarto aniversário do blog Realfogo.
O que foi uma idéia da Lohana, botafoguense de alma e coração, se transformou num canal aonde o sentimento de amor e dedicação se perpetua como a história dessa instituição centenaria que orgulha o nobre bairro carioca, toda a Cidade Maravilhosa e o país que se rende a um clube que marcou a história vitoriosa do futebol brasileiro.
A história do nosso futebol não pode ser escrita sem a menção ao Botafogo e é por isso que o nosso blog surgiu, como um amuleto sustentando todo esse caminho que nos orgulha.
Portanto parabéns ao blog e que muita história continue a ser escrita pelas cores alvinegras que dominam o nosso Rio de Janeiro.
O que foi uma idéia da Lohana, botafoguense de alma e coração, se transformou num canal aonde o sentimento de amor e dedicação se perpetua como a história dessa instituição centenaria que orgulha o nobre bairro carioca, toda a Cidade Maravilhosa e o país que se rende a um clube que marcou a história vitoriosa do futebol brasileiro.
A história do nosso futebol não pode ser escrita sem a menção ao Botafogo e é por isso que o nosso blog surgiu, como um amuleto sustentando todo esse caminho que nos orgulha.
Portanto parabéns ao blog e que muita história continue a ser escrita pelas cores alvinegras que dominam o nosso Rio de Janeiro.
4 anos do nosso blog
Comemoramos, num momento muito especial para o nosso clube, o quarto aniversário do blog Realfogo.
O que foi uma idéia da Lohana, botafoguense de alma e coração, se transformou num canal aonde o sentimento de amor e dedicação se perpetua como a história dessa instituição centenaria que orgulha o nobre bairro carioca, toda a Cidade Maravilhosa e o país que se rende a um clube que marcou a história vitoriosa do futebol brasileiro.
A história do nosso futebol não pode ser escrita sem a menção ao Botafogo e é por isso que o nosso blog surgiu, como um amuleto sustentando todo esse caminho que nos orgulha.
Portanto parabéns ao blog e que muita história continue a ser escrita pelas cores alvinegras que dominam o nosso Rio de Janeiro.
O que foi uma idéia da Lohana, botafoguense de alma e coração, se transformou num canal aonde o sentimento de amor e dedicação se perpetua como a história dessa instituição centenaria que orgulha o nobre bairro carioca, toda a Cidade Maravilhosa e o país que se rende a um clube que marcou a história vitoriosa do futebol brasileiro.
A história do nosso futebol não pode ser escrita sem a menção ao Botafogo e é por isso que o nosso blog surgiu, como um amuleto sustentando todo esse caminho que nos orgulha.
Portanto parabéns ao blog e que muita história continue a ser escrita pelas cores alvinegras que dominam o nosso Rio de Janeiro.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Maior problema do Botafogo: o pensar pequeno
Declaração de Jair Ventura ontem, após a conquista dos três pontos contra o Vitória, que fez o Botafogo chegar a 38 pontos a 12 rodadas do fim do Brasileirão:
“Enquanto não conseguir 45 ou 46 pontos, a gente está proibido de falar de G-4. A gente está em situação de rebaixamento desde o 1º turno e por que agora vai falar de G-4? Eu não me iludo. O Botafogo não vai pensar em G-4 agora”.
Sinceramente, na minha humilde opinião este é o exato momento de pensar em G-4. Não só por estarmos a 7 pontos dele, mas, principalmente, porque há uma possibilidade de existir um G-5 este ano, caso um dos times que ocupam as primeiras posições vença a Copa do Brasil. Nesse caso, estaríamos a apenas 3 pontos da zona de classificação para a Libertadores.
Refletindo sobre a declaração de nosso treinador, cheguei à conclusão de que, talvez, o maior problema do Botafogo atualmente seja pensar pequeno.
Isso não é culpa propriamente da diretoria atual. Aqui não se trata da contratação de jogadores de ponta, como exigem os corneteiros que não entendem que este é o melhor elenco que podemos montar com nossas restrições orçamentárias, mas de algo que parece ter se enraizado no clube após tantas superstições, vexames e anos sem títulos de peso: o pessimismo.
Nós, alvinegros, sempre acreditamos que existe a possibilidade de não fazermos 7 pontos em 12 jogos, afinal tem coisas que só acontecem com o Botafogo.
O problema dessa cultura do pessimismo que se perpetua por décadas é que ela acaba se transformando, a longo prazo, em algo mais grave: o pensar pequeno, ou pior, o rebaixamento psicológico à condição de time pequeno.
A 7 pontos do G-4 (3 do G-5) e a 10 pontos da zona de degola, com uma sequência de vitórias importantes nos últimos jogos, não há mais por que acreditar que seremos rebaixados este ano.
O Botafogo precisa mudar sua filosofia! Caso contrário, será sempre visto pelos rivais como uma Ponte Preta: aquele clube que, quando vemos nas primeiras colocações com 38 pontos, pensamos "caramba, a Ponte Preta vai ficar mais um ano na série A" ao invés de pensarmos "a Ponte Preta está lutando por uma vaga na Libertadores".
A mudança precisa vir de dentro, pois me parece que grande parte dos problemas atuais do Botafogo são inerentes à própria filosofia praticada por décadas no clube.
Só voltaremos a ser respeitados como time gigante quando nos libertarmos de nossos próprios traumas e complexos, deixarmos de "coitadismos" e assumirmos o caminho glorioso que nos foi destinado, sem medo de que tudo dê errado simplesmente porque somos o Botafogo.
P.S.: Obviamente não me refiro a problemas como o descaso da "grobo", os problemas de arbitragem que nos assolam, entre outros. Estes são dados, não podemos mudá-los.
Mas podemos mudar o Botafogo. Sabemos que, quando ganharmos um título de peso, terá que ser contra tudo e todos, mas antes precisamos acreditar que o Botafogo pode fazer isso.
“Enquanto não conseguir 45 ou 46 pontos, a gente está proibido de falar de G-4. A gente está em situação de rebaixamento desde o 1º turno e por que agora vai falar de G-4? Eu não me iludo. O Botafogo não vai pensar em G-4 agora”.
Sinceramente, na minha humilde opinião este é o exato momento de pensar em G-4. Não só por estarmos a 7 pontos dele, mas, principalmente, porque há uma possibilidade de existir um G-5 este ano, caso um dos times que ocupam as primeiras posições vença a Copa do Brasil. Nesse caso, estaríamos a apenas 3 pontos da zona de classificação para a Libertadores.
Refletindo sobre a declaração de nosso treinador, cheguei à conclusão de que, talvez, o maior problema do Botafogo atualmente seja pensar pequeno.
Isso não é culpa propriamente da diretoria atual. Aqui não se trata da contratação de jogadores de ponta, como exigem os corneteiros que não entendem que este é o melhor elenco que podemos montar com nossas restrições orçamentárias, mas de algo que parece ter se enraizado no clube após tantas superstições, vexames e anos sem títulos de peso: o pessimismo.
Nós, alvinegros, sempre acreditamos que existe a possibilidade de não fazermos 7 pontos em 12 jogos, afinal tem coisas que só acontecem com o Botafogo.
O problema dessa cultura do pessimismo que se perpetua por décadas é que ela acaba se transformando, a longo prazo, em algo mais grave: o pensar pequeno, ou pior, o rebaixamento psicológico à condição de time pequeno.
A 7 pontos do G-4 (3 do G-5) e a 10 pontos da zona de degola, com uma sequência de vitórias importantes nos últimos jogos, não há mais por que acreditar que seremos rebaixados este ano.
O Botafogo precisa mudar sua filosofia! Caso contrário, será sempre visto pelos rivais como uma Ponte Preta: aquele clube que, quando vemos nas primeiras colocações com 38 pontos, pensamos "caramba, a Ponte Preta vai ficar mais um ano na série A" ao invés de pensarmos "a Ponte Preta está lutando por uma vaga na Libertadores".
A mudança precisa vir de dentro, pois me parece que grande parte dos problemas atuais do Botafogo são inerentes à própria filosofia praticada por décadas no clube.
Só voltaremos a ser respeitados como time gigante quando nos libertarmos de nossos próprios traumas e complexos, deixarmos de "coitadismos" e assumirmos o caminho glorioso que nos foi destinado, sem medo de que tudo dê errado simplesmente porque somos o Botafogo.
P.S.: Obviamente não me refiro a problemas como o descaso da "grobo", os problemas de arbitragem que nos assolam, entre outros. Estes são dados, não podemos mudá-los.
Mas podemos mudar o Botafogo. Sabemos que, quando ganharmos um título de peso, terá que ser contra tudo e todos, mas antes precisamos acreditar que o Botafogo pode fazer isso.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Cornetar é fácil, já ajudar...
A torcida do Botafogo é burra e corneteira.
Deve ser muito difícil ser presidente do Botafogo no momento atual, principalmente se você for um sujeito aparentemente honesto que está fazendo o possível e o impossível para tirar o clube da lama na qual a gestão anterior nos afundou.
Os torcedores esquecem que Mauricio Omissão deixou a presidência com uma dívida de quase 900 milhões e um time recém rebaixado para a série B.
Nesses quase 20 meses de CEP na presidência, o Botafogo livrou-se de penhoras antigas, conseguiu as CNDs e, mesmo na série B, alcançou um lucro de mais de 100 milhões em 2015.
Quando Mauricio Ladrão saiu, nós sabíamos que não seria fácil e que demoraria alguns anos para podermos montar um time realmente capaz de ganhar um título de peso.
Agora, em 2016, não podemos esquecer que nossa dívida ainda é de mais de 700 milhões.
A torcida quer jogadores de nome. Muito bom! Mas, com apenas 6 mil sócios torcedores, como vamos contratar um novo Seedorf? Vale lembrar que seu salário era de 700 mil, mais de 10 vezes o teto salarial atual, e não era nem de longe um dos maiores salários do Brasil na época.
Ontem um grupo de vândalos invadiu a sede de General Severiano, com uma postura nitidamente disposta a "enfiar a porrada em todo mundo" (conforme suas próprias palavras) e cobrou um elenco nível série A.
Eu gostaria de saber se esses bandidos aderem ao programa de sócio torcedor. Cobrar da diretoria é fácil, mas ajudar o clube ninguém quer.
O pior é perceber que a maior parte dos torcedores apoiou essa atitude.
O que esses torcedores querem é uma nova gestão Mauricio, com jogadores caros e despesas absurdas, que leve nosso clube para o fundo do poço.
O BOTAFOGO NÃO TEM DINHEIRO!!! E parte da culpa é de vocês, torcedores omissos que só sabem cornetar.
Deve ser muito difícil ser presidente do Botafogo no momento atual, principalmente se você for um sujeito aparentemente honesto que está fazendo o possível e o impossível para tirar o clube da lama na qual a gestão anterior nos afundou.
Os torcedores esquecem que Mauricio Omissão deixou a presidência com uma dívida de quase 900 milhões e um time recém rebaixado para a série B.
Nesses quase 20 meses de CEP na presidência, o Botafogo livrou-se de penhoras antigas, conseguiu as CNDs e, mesmo na série B, alcançou um lucro de mais de 100 milhões em 2015.
Quando Mauricio Ladrão saiu, nós sabíamos que não seria fácil e que demoraria alguns anos para podermos montar um time realmente capaz de ganhar um título de peso.
Agora, em 2016, não podemos esquecer que nossa dívida ainda é de mais de 700 milhões.
A torcida quer jogadores de nome. Muito bom! Mas, com apenas 6 mil sócios torcedores, como vamos contratar um novo Seedorf? Vale lembrar que seu salário era de 700 mil, mais de 10 vezes o teto salarial atual, e não era nem de longe um dos maiores salários do Brasil na época.
Ontem um grupo de vândalos invadiu a sede de General Severiano, com uma postura nitidamente disposta a "enfiar a porrada em todo mundo" (conforme suas próprias palavras) e cobrou um elenco nível série A.
Eu gostaria de saber se esses bandidos aderem ao programa de sócio torcedor. Cobrar da diretoria é fácil, mas ajudar o clube ninguém quer.
O pior é perceber que a maior parte dos torcedores apoiou essa atitude.
O que esses torcedores querem é uma nova gestão Mauricio, com jogadores caros e despesas absurdas, que leve nosso clube para o fundo do poço.
O BOTAFOGO NÃO TEM DINHEIRO!!! E parte da culpa é de vocês, torcedores omissos que só sabem cornetar.
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