domingo, 19 de abril de 2015

Se não for sofrido...

... não é o Botafogo!

Depois de vencermos a Taça Guanabara, chegamos à final do Carioca, após sermos considerados o mais fraco dos quatro grandes.

Realmente temos um elenco bastante limitado (tanto técnica como fisicamente, como a semifinal veio a mostrar), mas uma coisa é certa e ninguém pode negar: esse time tem RAÇA.

Há muito tempo não vejo isso no Botafogo. 

O futebol não é uma ciência exata e nem sempre vence o melhor. 
Existem dois fatores básicos que fazem a diferença numa partida: tática e vontade de vencer.
E exatamente por isso o futebol é um esporte incrível: ele, muitas vezes, premia aqueles que têm raça, que jogam com sangue e paixão, a despeito dos que buscam a vitória se apoiando apenas em sua técnica.

No segundo tempo, nosso time estava visivelmente destruído fisicamente e nós tivemos que sofrer durante 45 minutos com a pessimista certeza de que o gol da desclassificação sairia a qualquer momento.

Mas não saiu. Nem mesmo após os 40 minutos, como comumente ocorre. 
Eu conseguia visualizar aquele gol chorado do flu aos 48 que nos tiraria da final. Para nossa alegria, ele não ocorreu.

Quem pensou que o sofrimento tinha acabado, estava enganado. 22 pênaltis foram batidos até nossa classificação. Eu, que estava no Niltão, fechei os olhos em todas as cobranças (atingindo algo bem próximo do nirvana) e me guiei pelos gritos das torcidas. 

Não dá pra negar que foi histórico! 

Minhas pernas tremiam quando saí do jogo. Eu mal conseguia andar.

E, agora, querem dizer que ganhamos com o "apito amigo"? Com um gol impedido aos 5 minutos do primeiro tempo? Nos poupem dessa, flapress nojenta.

Estamos na final e vamos pegar o Vasco mordido de Eurico... Ou melhor, eles é que vão pegar o INDESTRUTÍVEL Botafogo.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A matemática mostra que a culpa NÃO É da torcida

Ele voltou.

O complexo o-Botafogo-não-ganha-nada-porque-sua-torcida-é-ausente-e-não-apóia-o-time deu novamente as caras após nossa derrota para o Fluminense no primeiro jogo da semifinal do Carioca.

Cansei de quem fica sonhando em ter uma torcida "tão presente" como a dos molambos.

Vamos falar em números agora.

Botafogo x Fluminense teve um público presente de 17 mil pessoas, contra 24 mil em Flamengo x Vasco.

A pesquisa realizada pelo Ibope no fim do ano passado revelou o ranking de número de torcedores e participação total de cada torcida dentro do estado do Rio de Janeiro:

1) Flamengo - 7,9 milhões de torcedores (48,2%)
2) Vasco - 2,4 milhões de torcedores (14,6%)
3) Fluminense - 2,1 milhões de torcedores (12,9%)
4) Botafogo - 1,8 milhões de torcedores (11,4%)

Notem que os mulas têm 4,4 vezes mais torcedores que o Botafogo no Rio de Janeiro, enquanto a torcida do Vasco é 1,3 o tamanho da nossa, isto é, 30% maior.

Na verdade, a torcida do mal é equivalente a mais de duas vezes a do Botafogo e do Fluminense somadas. Levando isso em conta, era de se esperar que, só de flamenguistas, o Maracanã tivesse o dobro de torcedores que o jogo Botafogo x Fluminense, totalizando 34 mil molambos, fora os vascaínos.

E, no entanto, havia apenas 24 mil pessoas.

Se o nosso público foi considerado ridículo (o que não nego de forma alguma, mas vejo isso como uma situação recente do futebol brasileiro, e não como culpa da nossa torcida "ausente"), o deles deveria ser chamado de PATÉTICO.

Quando se fala em proporções de torcidas, o público de Flamengo x Vasco foi muito inferior ao de Botafogo x Fluminense.

Agora vamos elaborar, com base no ranking do Ibope, outro ranking que se refira apenas aos quatro grandes do Rio, Vamos somar o número de torcedores dos grandes e ver qual seria a porcentagem de cada torcida se houvesse só os quatro.
Soma: 7,9 + 2,4 + 2,1 + 1,8 = 14,2 milhões

1) Flamengo: 55,6% do total (7,9/14,2)
2) Vasco: 16,9% do total (2,4/14,2)
3) Fluminense: 14,8% do total (2,1/14,2)
4) Botafogo: 12,7% do total (1,8/14,2)

Pois bem, agora vamos somar o público dos dois jogos, o que nos dá um total de 41 mil presentes.

Suponhamos que não sabemos, desses 41 mil, quantos estavam presentes em cada um dos jogos separadamente. O que faríamos para descobrir?
Bom, Flamengo e Vasco totalizam 55,6 + 16,9 = 72,5% do número de torcedores de um dos quatro grande no estado do Rio de Janeiro.
Então, obviamente, nós chutaríamos que 72,5% desses 41 mil estavam presentes no jogo Flamengo x Vasco, o que nos daria um público presente de aproximadamente 30 mil pessoas para esse jogo e um público de 11 mil pessoas para Botafogo x Fluminense.

Esses seriam os públicos esperados, considerando que 41 mil torcedores foram ao Maracanã.

Entretanto, o público de Botafogo x Fluminense superou em 6 mil pessoas o esperado, enquanto o de Flamengo x Vasco teve exatamente 6 mil pessoas a menos do que o que se esperava.

E agora, quem é a torcida ausente?

É incrível para você descobrir, por meio de uma matemática simples, que a torcida do Botafogo comparece, proporcionalmente, mais aos estádios do que a dos molambos?

Sorria, você foi enganado pela Flapress.

Agora orgulhe-se de nossa torcida e pare de culpá-la pelos fracassos recentes do nosso clube.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A Taça Guanabara é nossa!

Estava escrito.

Quando o Fogão vencia por 1 a 0 e os molambos apenas empatavam sua partida, eu tive certeza de que uma das duas ia acontecer: ou eles abririam o placar, ou nós levaríamos o gol de empate.

Eles seriam campeões de uma forma ou de outra, mesmo que isso dependesse de um pênalti inexistente aos 50 do segundo tempo ou de um lance de sorte que comumente faz com que nos rasguemos por dentro de tanta raiva. A sorte que não temos!
E então a globo faria uma festa, estamparia no jornal a Taça Guanabara e diria que o flamengo está encaminhado para o título estadual.

Eu percebi que nada disso ia acontecer quando, aos 48 do segundo tempo, um jogador do time do urubu caiu na área. Incrivelmente, o árbitro não deu pênalti!! Arnaldo até ousou inventar que foi um pênalti claríssimo, mas dessa vez o juiz não era da casa.

Como se não bastasse a ausência de roubo - algo que nos choca, considerando que valia a Taça Guanabara -, os mulas perderam um gol incrível, naqueles lances inacreditáveis em que a bola bate no goleiro, volta, bate no travessão, volta e ainda sobra mais uma vez para alguém desperdiçar.

Parecia até o Botafogo.

Mas ontem era nosso dia de sorte. Ou melhor, era um dos raros dias em que a sorte não estava do lado deles. Nem o juiz. 
Quem sabe alguém torceu as cortinas de General Severiano, como fazia o lendário Carlito Rocha?

A globo se mordeu toda e nem sequer mostrou os jogadores do Botafogo comemorando. 

A Taça Guanabara, que todos duvidavam que seria nossa, de repente virou apenas "simbólica".

Vão se ferrar!

Temos a excelente vantagem do empate, mas não devemos pensar nisso. O objetivo é seguir firme e calar a boca de quem duvidou de nós.

Sábado não tem erro, vamos lotar o Maraca!

Vitória e título

É verdade.

Tem coisas que so acontecem com o Botafogo.

Isso nao significa necessariamente algo indesejado.

Como o que aconteceu ontem.

Com mais uma festa preparada para o clube da beira da lagoa comemorar, eis que a inoperancia do time deles em conseguir marcar um misero gol no pior time do campeonato nos deu o titulo da Taca Guanabara.

E o titulo so veio no criterio de desempate confronto direto.

Sim, aquele gol da trave, num jogo onde chutamos mais duas bolas nela juntamente com o gol da trave ontem nos deu o titulo.

Nada mal para quem era considerado a quarta forca do Rio, para quem foi descartado pela empresa que levantamos e que decidiu patrocinar os outros tres, para a televisao que insiste em nos ignorar, enfim, esse titulo tem um gostinho especial.

Mostra a todos que nao respeitam as cores, a camisa e a historia do Botafogo que somos e sempre seremos o Glorioso.

O Gigante que aos poucos vai surgindo das cinzas.

Com pessoas certas na administracao saneando as financas e mantendo os pes no chao so falta agora parte da torcida que ainda esta discrente aderir ao programa de socio torcedor para que voltemos ao nosso verdadeiro lugar.

Abram os olhos adversarios, a nossa Estrela esta voltando!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Líderes!

Somos líderes do Campeonato Carioca, a quatro rodadas do fim da primeira fase.

Ainda assim, ouço torcedores dos rivais se referirem ao Botafogo como um time fraquíssimo, que não oferece perigo algum.

Ninguém acredita realmente que podemos levar esse Carioca.

O curioso é que torcedores do Vasco, Flamengo e Fluminense consideram seus times muito superiores ao do Botafogo.

Não é questão de se iludir acreditando que temos um elenco bom. Somos limitados, isso é um fato. Mas, pelo que tenho visto, nenhum dos quatro grandes está com essa bola toda. 
A diferença é que vamos disputar a série B, e nosso elenco parece  apropriado para nosso objetivo de retornar à série A, enquanto nossos rivais entrarão no Brasileirão para lutar, na melhor das hipóteses, pela segurança do meio da tabela.

Todos me dizem que o Botafogo não vai conseguir subir. Será que estou cega por não enxergar como somos ruins, ou isso é puro efeito de uma mídia notadamente parcial sobre as pessoas?

Podemos não ganhar o Carioca nem a série B, mas acredito que voltaremos à série A sem problemas.

De todo modo, seria muito bom conquistar o estadual para calar a boca dos rivais. Ou será que, depois que levantarmos a taça, choverão declarações como "mas o Carioca não vale nada mesmo..."?

domingo, 1 de março de 2015

Na festa do Rio, a tradição falou mais alto

Botafogo e Flamengo duelaram hoje em um jogo histórico, que ficará lembrado para sempre.

O motivo? Uma grande festa foi feita no Maracanã em homenagem aos 450 anos da Cidade Maravilhosa, completados hoje.
Além disso, Leo Moura se despedia da molambada após uma década, feito que não pode ser desprezado nos dias de hoje.

A globo, animada, distribuia bolinho em seu camarote.

A festa parecia ser rubro negra.

Mas quem diria que a molambada viria a provar seu próprio veneno e levar um gol aos 37 do segundo tempo, fruto de uma sorte raramente vista?

O goleiro Paulo Victor jamais esquecerá o susto que levou quando a bola veio em sua direção após explodir na trave.
Isso é o que eu chamaria de estar no lugar errado na hora errada.
Gol contra? Isso é o que menos importa! Esse lance marcou a vitória do Fogão nos 450 anos do Rio e calou a boca da molambada e da globo.
E ainda cobramos duas faltas no travessão...

Agora os molambos terão 50 anos para lamentar, até os 500 anos da nossa cidade.

Até lá, a festa é nossa!!!

Em dia de homenagem ao Rio, venceu quem tem mais história e tradição na cidade do futebol.

P.S.: Espero que a um incêndio não destrua a gravação desse jogo...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

A volta do Niltão

Depois de termos sido descaradamente garfados no jogo do meio da semana, quando o trio de arbitragem anulou dois gols legítimos do Botafogo e acabou sendo o responsável pelo nosso empate com o Volta Redonda, as atenções de todos se voltaram para a reabertura do Estádio Nilton Santos.

Foram dois anos em obras. Ou melhor, dois anos mofando, porque todo mundo sabe que aquela historinha da cobertura do estádio é para boi dormir.

Minha grande surpresa foi perceber que as "obras" não estão prontas. O estádio está cheio de andaimes e os setores Leste e Oeste superior encontravam-se fechados, com apenas um terço de suas cadeiras no lugar. Durante o jogo, era possível até mesmo observar alguns operários sentados nesses setores.

Outra surpresa foi perceber que a promessa de criar um sócio-proprietário-torcedor foi cumprida por nosso presidente. Entrei no Niltão apenas passando minha carteirinha de sócia proprietária na roleta, o que também me deixou bastante admirada. Realmente pensei que isso não funcionaria e haveria vários sócios do lado de fora reclamando que no Botafogo nada funciona. 
Mas, felizmente, estava errada.

Então vamos ao 4 a 0. 

É triste perceber que o craque do time é Pimpão, um jogador no máximo razoável. Mas, infelizmente, nossa restrição orçamentária não nos permite contratar atletas de alto nível, além de Jefferson.

Apesar dos quatro gols, achei a partida um pouco entediante. Não ganhamos porque somos bons, mas porque o Bonsucesso é simplesmente ridículo (não à toa está em último na tabela). 
Foi incrível a quantidade de passes errados de ambos os lados. Mesmo quando já vencíamos por 4 a 0 e a torcida tentava emplacar um "olé", o Botafogo não conseguia trocar mais do que três passes sem errar.

Nosso elenco é bastante limitado, mas condizente com a nossa realidade de 2015. 
Por estarmos na série B, acredito que não teremos dificuldade em subir à elite. Mas queria que vencêssemos o Carioca também. Será que vai dar?

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Enfim, o recomeço

A vitória de ontem contra o Boavista marcou o início da temporada 2015 e, junto com ela, nossa longa jornada em direção ao "velho Botafogo".

É hora de esquecer o desastroso ano de 2014 e focar na recuperação do nosso prestígio no futebol brasileiro. Precisamos voltar à série A, vencer o Carioca e não fazer feio na Copa do Brasil.
São metas pequenas para um grande clube como o nosso, mas vale lembrar que devagar se vai longe, e uma situação dramática como a nossa não se reverte de uma hora para outra.

Pois bem, falemos sobre nosso recomeço.

O time teve um início meio apagado, mas acordou no segundo tempo e teve chances claras de gol antes de abrir o placar.

No conjunto, não achei que o time ficou tão ruim quanto esperava e, dada nosso teto salarial de 50 mil, pode-se dizer que montamos um elenco razoavelmente bom.

Acredito que, neste ano, faltará técnica e sobrará vontade. Espero que a garra seja suficiente para compensar a qualidade apenas razoável dos nossos atletas e que o conjunto supere a soma do potencial de cada um individualmente.

Estou confiante e ansiosa pela volta do Engenhão. Semana que vem estaremos todos lá, unidos por um Botafogo mais forte.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A máfia do Engenhão está de volta...

Nos últimos dias, temos lidos notícias de incêndios na cobertura do nosso "Niltão". 

Um incêndio tudo bem, acontece.
Dois, já começa a ficar estranho.
Agora, três? Está na cara que isso é armação. 

Eduardo Paes, Globo e Consórcio Maracanã estão desesperados pela volta do nosso estádio.

E esses três demônios vão tentar a qualquer custo atrasar cada vez mais a entrega do Engenhão. Tenho medo disso, pois será necessário que CEP tenha uma postura bastante diferente da do nosso antigo presidente.

Pelo visto, a primeira partida do Carioca será em São Januário.

Ponto para os demônios.

Não podemos permitir isso. O Botafogo está cansado de ser prejudicado!

domingo, 11 de janeiro de 2015

O dia do fico

E Jefferson ficou!!!

Primeiramente, venho destacar a grande competência da nova diretoria, que em menos de dois meses já conseguiu nossa volta ao ato trabalhista, o retorno ao Engenhão no Carioca e a permanência do nosso ídolo.

Além disso, CEP cumpriu uma de suas promessas de campanha e liberou a entrada no setor Oeste Inferior do Engenhão para os sócios proprietários, criando algo como um sócio-proprietário-torcedor.

Quanto à permanência de Jefferson, acredito que nosso ídolo ficou mais por falta de opção do que por amor ao clube. Prova disso é que demorou bastante para acertar sua renovação,  provavelmente aguardando uma grande proposta da Europa enquanto o Botafogo não pagava o que lhe devia.

Mas, por ele ser goleiro, ter mais de 30 anos e defender uma seleção que vem perdendo prestígio no cenário do futebol, sobretudo após a Copa do Mundo, não surgiram propostas como ele previra.

Sei que Jefferson é um grande goleiro, mas não acredito que ele tenha ficado porque ama o Botafogo. Ele respeita a grandeza do nosso clube e se identifica, mas somente isso. Nas condições em que anda o futebol - cheio de jogadores extremamente mercenários, que sequer respeitam a camisa que vestem -, isso já o caracteriza como um ídolo. Afinal, disputará a série B, o que não é pouca coisa.

Por isso ele tinha que ficar. Ele tem motal conosco.

Parabéns, diretoria! Obrigada, Jeff, precisamos de você!!

sábado, 10 de janeiro de 2015

Por um 2015 de esperança!

Sabemos que 2014 foi o pior ano de nossa gloriosa história: rebaixamento para a série B e a campanha  mais medíocre de todos os tempos no Carioca e na Libertadores.

Mas a verdade é que não precisamos nos lembrar de nada disso.

A nova administração tem mostrado que é séria e não está medindo esforços para salvar nosso clube.

Não podemos mudar o passado ou apagar o ano de 2014, mas podemos construir um futuro de glórias. 

O Botafogo renascerá e, junto com ele, uma geração de torcedores apaixonados, a exemplo da minha afilhada que ainda nem completou 4 anos de vida. 
Vejam sua alegria na foto com seu lindo uniforme e sua "boneca Fogo". Ela não sabe que o Botafogo está na série B e, quando começar a acompanhar futebol, já estaremos colhendo os frutos da seriedade e do comprometimento da nova gestão.

Carlos Eduardo Pereira, eu acredito em você!

Mas, sem a torcida, você não conseguirá fazer nada. Assim, convoco a torcida a abraçar o time como jamais o fez.
Quem ama, apóia incondicionalmente. Vamos fazer isso! Por um Botafogo unido, pela volta do Glorioso, pelos pequenos torcedores que ainda não entendem de futebol.

Por um 2015 de esperança e uma nova era de glórias!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Novos ares: Botafogo volta ao Ato Trabalhista!

A nova administração do Botafogo não precisou nem de 1 mes para ganhar de volta a credibilidade perdida durante a gestão anterior.

Carlos Eduardo Pereira ja esta mostrando a que veio.

Mas não podemos esmorecer.

Os desafios são enormes.

Porem com pessoas competentes, honestas e que amam o Botafogo não tenho duvidas de que tempos melhores virão.

E o nosso blog comemora.

Pelo fato de ter apoiado a melhor opcão entre os candidatos.

Porque tudo que queremos e ver o nosso Clube de volto ao topo.

Parabéns Presidente!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Não há mais jogadores como antigamente

Houve um tempo em que se jogava por amor a um clube, e não ao dinheiro.

Nilton Santos, em toda a sua vida, vestiu apenas a camisa do Botafogo e da seleção brasileira, e só teve dinheiro para comprar seu primeiro carro no auge de sua carreira, após vencer as Copas do Mundo de 1958 e 1962.

Um craque de verdade e uma pessoa íntegra, que jamais faria qualquer coisa contra o clube que sempre amou.

Infelizmente, tudo mudou.

Além de não existirem mais craques como antigamente, hoje em dia qualquer perna de pau está ganhando 200mil por mês. A nova geração de jogadores muda de clube como muda de roupa e, em vez de construir vínculos afetivos, cria apenas mais e mais amor ao dinheiro. 

Apesar disso, beijam nossos escudos e fazem juras de amor eterno. 

E nós acreditamos.

Gabriel, cria do Botafogo, me enganou com suas lágrimas na partida contra o Santos que nos rebaixou para a série B. Dizia-se apaixonado pelo clube e chegou a afirmar que nos ajudaria a voltar à elite.

Ontem, ficamos sabendo da bomba: entrou na justiça contra o Botafogo pelos meses de salários atrasados e vai para o Cruzeiro.

O que eu chamaria de falta de caráter.

Amor ao Botafogo é uma ova. Esse mercenário nos deixou na primeira oportunidade que surgiu e ainda decidiu nos prejudicar financeiramente, uma vez que não receberemos nada pela sua transferência.

Eu sei que ele estava com vários meses de salário atrasado, mas poderia ter saído como tantos outros, ao invés de ter acionado a justiça contra o nosso clube.

Além disso, ninguém nunca pediu que ele fizesse juras de amor. Ele fez porque quis! 

Nunca foi um jogador de altíssimo nível, apenas de razoável a bom. E que a maldição alvinegra caia sobre ele...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Tchau, Mancini!

A incompetência tem nome: Vagner Mancini.

Rebaixado pela quarta vez no Campeonato Brasileiro, tendo sido o único treinador a cair para a série B permanecendo durante todo o campeonato (e por duas vezes!), não dá pra dizer que Mancini não teve uma parcela de culpa.

Mesmo com todos os problemas que tivemos este ano, nada justifica o fato de termos feito apenas 11 pontos no segundo turno.

Que tínhamos um elenco medíocre, ninguém duvida. Mas nosso time certamente não era pior do que outros que conseguiram escapar, como Chapecoense, Palmeiras e Coritiba.

A Chapecoense, grande favorita a lanterna no início do Brasileirão, conseguiu somar nove pontos a mais do que nós em sua primeira participação na série A.

Agora sabemos que nossas restrições orçamentárias limitam os técnicos que podemos conseguir, mas tenho certeza de que conseguiremos alguém melhor do que Mancini.


domingo, 7 de dezembro de 2014

‘A história do Botafogo não se rebaixa’

São 110 anos de uma gloriosa história.

Gerações e gerações que aprenderam a amar o time da Estrela Solitária.


Defendendo um escudo tão simples e imponente, um desfilar de craques de fino trato com a bola, de paixão pela rede, de inesquecíveis emoções.


Quantos deles, com a Amarelinha, encantaram não só os alvinegros, mas o país e o mundo. 


Quanta felicidade proporcionaram! Quantas plateias surpreenderam!


Como esquecer a categoria de Nilton Santos, aquele que sabia tanto de bola, que era chamado de Enciclopédia do Futebol. 

E de Garrincha, o Mané, Alegria do Povo, que imortalizou a camisa 7 do clube, levando à loucura os Joões mundo afora e trazendo o caneco do Bi em 1962, depois de a Seleção ficar sem Pelé, tão bem substituído pelo Possesso Amarildo. 


Didi, monstro sagrado do meio-campo, deus no gramado. 


Zagallo, formiguinha de futebol incansável. 


Gerson, Canhotinha de Ouro, jardas e jardas em lançamentos de precisão milimétrica. 


Jairzinho, o Furacão da Copa, gols em todos os jogos na inesquecível conquista do Tri em 1970.

O arrojo de Manga, a simplicidade de Wagner, a frieza de Jefferson, o talento de Carlos Alberto Torres, o fôlego de Josimar, a valentia de Brito, a segurança de Mauro Galvão, a qualidade de Leônidas, a classe de Rildo, a bomba de Marinho Chagas, o faro de gol de Paulinho Valentim, a falsa lentidão de Fischer, a fixação pela rede de Quarentinha, a redenção de Maurício. 


Quantos craques!

A corajosa rebeldia do cabeludo e barbudo Afonsinho, a insanidade de Heleno de Freitas, a lucidez de Seedorf, a habilidade desconcertante de Paulo Cezar Caju, a dedicação de Donizete, a irreverência de Túlio Maravilha e Loco Abreu, o trabalho incansável de Dirceu, o fôlego de Alemão, a precisão de Mendonça, a elegância de Nilson Dias.

O Botafogo trilhou seu glorioso caminho nos passos de jogadores espetaculares, gênios da bola. 


Se hoje a Estrela Solitária não brilha com tanta intensidade, se está ofuscada por nuvens densas e decisões obscuras de dirigentes, novos dias de céu aberto virão. 


A camisa preta e branca deve ser sempre vestida com muito orgulho. 


Afinal, se a Série B emudece, a história do clube grita. 


E a história não se rebaixa!

‘O clube jamais se perderá na poeira do tempo. A crise atual passará’

O torcedor do Botafogo sempre foi conhecido como ‘sofredor’ por causa de expectativas frustradas. 


Teve período glorioso nos anos 60, quando times poderosos liquidavam adversários. 


Após mais de duas décadas sem títulos e da venda da sede de General Severiano, houve quem desse como certo o fim do clube como instituição de primeira.

Mas o Botafogo sobreviveu a tudo e teve década vitoriosa nos anos 90. 


No século 21, a coisa piorou, mesmo com os três títulos cariocas. 


Mas, pela sua grande e apaixonada torcida, o clube jamais se perderá na poeira do tempo e personagens recentes como Loco Abreu, Seedorf e Jefferson seguram a mística incomparável, semeada a partir do grande Heleno de Freitas.

Por isso, o botafoguense é um alucinado pelo clube, não importam resultados e obstáculos. 


A crise atual passará porque há mutirão a favor. 


Como dizia o saudoso teatrólogo Sérgio Rangel: 


“O jogo em si e o papo sobre o futebol em si não me interessam. O Botafogo está acima de tudo.”

Marcio Guedes, Colunista do O DIA